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Aumento da expectativa de vida pode transformar pessoas em ‘zumbis ambulantes’

Compartilhe:     |  12 de março de 2019

Laboratórios em todo o mundo estão tentando combater as causas do envelhecimento para aumentar a expectativa de vida humana, mas especialistas alertam que isso pode transformar uma parte da população em “zumbis ambulantes”. O italiano Mauro Giacca, professor de Ciências Cardiovasculares no King’s College de Londres, disse que manter o corpo vivo por mais tempo é inútil, a menos que descubram como regenerar as células cerebrais.

Segundo o cientista, cada ser humano perde cerca de 80 mil neurônios todos os dias, e ainda não foi descoberta uma forma regenerá-los. Logo, uma pessoa que atinge 80 ou 90 anos já perdeu cerca de 10% a 15% de seu cérebro, e por isso eles pensam e se movem mais devagar.

Cientistas tentam entender por que as células envelhecem e morrem e desenvolveram estudos sobre como parar esse processo. Da mesma forma, melhorias no tratamento de doenças como câncer e avanços na vacinação e nutrição significam que a população está vivendo mais do que nunca. Porém, esses especialistas estão longe de resolver o problema da demência e da perda de células cerebrais, e isso indica que insistir em aumentar a expectativa de vida pode aumentar o número de pessoas com demência.

Mesmo que o mundo fosse livre de doenças e as pessoas aderissem a uma dieta restritiva e 100% saudável, ainda assim não seria suficiente para evitar a degeneração do cérebro. As pessoas acabariam com “um coração saudável, mas com uma cabeça estúpida”, disse Giacca.

O fato é que não se sabe porque as pessoas envelhecem ou o que pode ser feito sobre isso, mas aumentar a expectativa de vida do corpo não é a solução, pois o cérebro continua envelhecendo rapidamente.



Fonte: Extra



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