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Aurora em Marte ocorre com ‘roubo’ de elétrons de nuvens de hidrogênio, diz Nasa

Compartilhe:     |  25 de julho de 2018

Novo tipo de auroras marcianas evidenciou que prótons são capazes de ‘viajar’ para além do ‘choque em arco’ magnético do planeta e emitir luz

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) revelou ter encontrado um novo tipo de aurora em Marte. De acordo com os pesquisadores, a descoberta foi feita com a ajuda da sonda Maven, que detectou misteriosos eventos luminosos envolvendo gás de hidrogênio na atmosfera do “Planeta Vermelho”. As informações são do Daily Mail .

A equipe informou que, ao longo do dia, a aurora em Marte torna-se difícil de ser observada, e que ao contrário das observadas no planeta Terra, que são geradas por elétrons, é ocasionada por um influxo de prótons. Os cientistas ressaltaram que esses fenômenos incomuns surgem, resumidamente, com elétrons ‘roubados’.

Eles ainda alegaram terem ficado intrigados com as auroras marcianas por elas evidenciarem que os prótons sejam capazes de ‘viajar’ para além do ‘choque em arco’ magnético do planeta, emitindo luz, o que normalmente requer elétrons.

O grupo estudou o fenômeno usando o espectrógrafo ultravioleta de imagens da Maven, revelando casos em que a luz ultravioleta brilhou por horas a fio. Isso ocorreu quando o dispositivo Solar Wind Ion Analyzer da nave registrou um aumento nos prótons solares.

Segundo a Nasa, tal ação consegue ser bem-sucedida pelo fato de os prótons ‘roubarem’ elétrons durante o caminho percorrido. Quando se aproximam de Marte, os prótons que entram com o vento solar se transformam em átomos neutros, o que permite com que capturem elétrons da borda externa das imensas nuvens de hidrogênio que circundam o planeta.

“O ‘choque em arco’, área entre a magnetosfera e o meio ambiente, só pode desviar partículas carregadas, enquanto que átomos neutros continuam seguindo em frente”, explica o pesquisador do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, Justin Deighan.

Os estudiosos esclarecem que as incomuns auroras de prótons ocorrem com mais frequência em Marte do que na Terra, o que tem forte influência do poderoso campo magnético terrestre.

“Na Terra, as auroras são raras, normalmente vistas em regiões próximas aos polos. Já em Marte, esses eventos de luz acontecem a todo o momento e podem ser observados em qualquer área. Em Vênus e na lua de Saturno, Titã, também são mais comuns, já que esses corpos não têm campos magnéticos e contam com uma abundância de hidrogênio em suas atmosferas”, aponta a Nasa.

O pesquisador da Universidade de Iowa, Jasper Halekas, acrescentou que a aurora em Marte é muito mais do que um espetáculo de luz, por mostrar que o vento solar não se desvia completamente do ‘Planeta Vermelho’. “Isso indica que os ventos solares podem passar despercebido pelo impacto do ‘arco em choque’ e, mesmo assim, depositar energia e aumentar a quantidade de hidrogênio na atmosfera”, conclui.



Fonte: Último Segundo - iG



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