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Avanço das áreas de exploração da Patagônia argentina coloca em risco as florestas

Compartilhe:     |  26 de maio de 2014

A organização ambientalista Greepeance afirma que as modificações presentes na Lei das Florestas proposta pelo município de Villa La Angostura, território localizado ao sul da província de Neuquén, na Patagônia Argentina, são completamente ilegais e colocam em risco 80% das florestas do território andino patagônico. De acordo com a entidade, Villa Angostura propôs ao Poder Executivo da província uma mudança na Lei, que prevê que 80% da área florestal fiquem desprotegidas, permitindo assim o desenvolvimento de megaprojetos imobiliários na área.

Para os defensores das áreas florestais, essa mudança beneficiará apenas os grandes empresários e seus aliados, pois estabelece o aumento de 2 mil para 5 mil hectares a área livre destinada à exploração e intervenção. Para o Greenpece, qualquer retrocesso aos números de abrangência das áreas protegidas anteriormente significa um atentado aos princípios ambientais previstos na Lei que assegura a preservação ambiental (Lei Geral do Ambiente de Nº 25.675).

O município de Villa Angostura se apoia na resolução 89, do Ministério do Desenvolvimento, que assegura certa autonomia aos municípios ao permitir “ajustes na categorização das zonas florestais localizadas em seus territórios, que se harmonizem com seu plano de desenvolvimento local”.

As florestas da região andina patagônica são consideradas uma reserva com abundante biodiversidade e umas das últimas reservas mundiais com pouca intervenção humana. Porém, a região é frequentemente ameaçada pelo crescimento demográfico e os interesses de grandes empresários.



Fonte: Adital



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