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Aves migratórias são atingidas por óleo em área de proteção ambiental

Compartilhe:     |  10 de novembro de 2019

Desde a chegada do óleo no Nordeste, 409 locais foram atingidos em todos os estados da região e pelo menos 95 animais morreram em oito estados

Aves migratórias foram afetadas pelo óleo que atingiu o Nordeste há mais de dois meses. Os animais estavam na Área de Proteção Ambiental Litoral Sul (Apa-Sul), no Sergipe, quando foram vítimas do petróleo.

Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia resgataram 353 animais entre os dias 1 e 3 de novembro. Desses, pelo menos 12 foram afetados pelo óleo e apresentam vestígios nas patas, o que indica que o contato ocorreu na areia e não no mar, segundo o biólogo e gestor da APA Sul, Paulo César Umbelino.

A suspeita é de que o contato tenha ocorrido em bancos de areia do Rio Real, na divisa entre Sergipe e Bahia – área considerada de interesse global para conservação pela ONG BirdLife International.

Foto: Serhma/Governo de Sergipe

Os animais atingidos migram do hemisfério norte para se alimentar e se reproduzir na ilha da Sogra, na cidade de Estância, que abriga 48% do território da Apa-Sul. Eles foram resgatados entre os dias 1º e 3 de novembro por estudantes da UFBA, servidores da Sedurbs (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade) e da Sehrma (Superintendência Especial de Recursos Hídricos e Meio Ambiente).

Criada em 1993, a Apa-Sul abriga cerca de 100 mil aves, sendo 10 mil migratórias. No local, vivem aves de três famílias e 35 espécies, sendo três ameaçadas de extinção.

Desde a chegada do óleo no Nordeste, 409 locais foram atingidos em todos os estados do Nordeste e pelo menos 95 animais morreram em oito estados.  As informações são do jornal Folha de S. Paulo.



Fonte: Anda - Mariana



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