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Avião solar que tentará dar volta ao mundo faz voo inaugural na Suíça

Compartilhe:     |  7 de junho de 2014

O avião Solar Impulse II (Si2), movido totalmente à energia fotovoltaica, fez seu primeiro voo teste na última segunda-feira (2), sobrevoando durante duas horas e 17 minutos a base aérea da cidade de Payene, na Suíça, a uma altura de 1,67 mil metros e a 55,6 quilômetros por hora.

Segundo os criadores da aeronave, que foi apresentada ao público em abril, o voo inaugural ocorreu sem grandes problemas. “É fantástico ter tido tão poucos problemas. Normalmente, em um protótipo, faz-se um voo e então se tem que mudar muitas coisas”, observou Bertrand Piccard, um dos co-fundadores do avião.

O primeiro voo foi só o primeiro de uma série de testes pelos quais o Solar Impulse II terá que passar nos próximos meses antes de tentar atingir seu grande feito: completar uma volta ao mundo, viagem que deve iniciar em março de 2015 e durar até julho.

“Esse voo inaugural é um estágio importante – um passo mais perto em direção ao voo de volta ao mundo. Também é um passo emocionante para toda a equipe e todos os parceiros que trabalharam na aeronave. O Si2 incorpora uma vasta quantidade de novas tecnologias para torná-lo mais eficiente, confiável e em particular mais bem adaptado a voos de longa distância. É a primeira aeronave que terá uma resistência quase ilimitada”, disse André Borschberg, CEO da Solar Impulse.

O avião, que é uma versão aprimorada do Solar Impulse I, mede 72 metros da ponta de uma asa à outra – pouco mais do que os 68,5 metros de um Boeing 747 – mas pesa apenas 2,3 toneladas, o equivalente a um carro de grande porte.

A aeronave é coberta por cerca de 17 mil células fotovoltaicas, que convertem a energia solar em eletricidade e alimentam o Si2 durante o dia, e tem um motor que abriga as baterias, que armazenam essa eletricidade durante a noite, possibilitando que o avião voe mesmo sem luz do sol.

Na tentativa de volta ao mundo, o objetivo é que a aeronave consiga manter-se no ar sem necessidade de parada por pelo menos cinco dias. Contudo, mais importante do que desenvolver uma alternativa limpa para o transporte aéreo, a meta do Si2 é chamar a atenção para os diferentes tipos de tecnologia sustentável que podem ser aplicados à vida cotidiana, além de inspirar inovação.

“Acreditamos que, se podemos demonstrar isso no ar, onde é mais difícil de fazer, as pessoas entenderão que elas também podem usar as mesmas tecnologias para suas vidas diárias”, comentou Piccard.

“Quando o Solar Impulse nasceu, há 12 anos, e pudemos mostrar suas enormes asas e o peso leve de sua estrutura em um desenho de computador, todos os especialistas em aviação do mundo começaram a rir. Hoje essa aeronave existe”, concluiu.



Fonte: Instituto CarbonoBrasil



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