Notícias

Ayahuasca diminui sintomas da depressão, diz estudo brasileiro

Compartilhe:     |  18 de junho de 2018

Estudo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte comprova eficácia do chá de ayahuasca entre pacientes com depressão e que não respondem a remédios convencionais disponíveis no mercado

Uma pesquisa conduzida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) comprovou que substâncias presentes no ayahuasca, tradicional chá indígena de efeitos psicodélicos, é eficaz contra sintomas de depressão em pacientes resistentes aos remédios tradicionais disponíveis no mercado.

O estudo “Efeitos antidepressivos do psicodélico ayahuasca em  depressão  resistente a tratamento: um ensaio randomizado com controle de placebo” foi publicado na prestigiada revista científica Pycological Medicine, da Universidade britânica de Cambridge. As informações são do jornal Folha de S.Paulo .

O ayahuasca trata-se de um chá preparado com cipó e folhas de árvores da região amazônica. Ele é utilizado em cerimônias religiosas diversas, que vão de rituais indígenas a rodas de umbanda e candomblé. No Brasil, o consumo religioso do chá não é proibido, e igrejas como a do Santo Daime e a União do Vegetal fazem uso ritual do ayahuasca em dezenas de cidades.

A conclusão de que o chá pode auxiliar pessoas com depressão foi resultado de testes envolvendo 29 pacientes. Nenhum deles havia usado o ayahuasca antes, mas todos haviam feito uso, sem sucesso, de remédios tradicionais contra a depressão.

Os voluntários foram separados em salas monitoradas pelos pesquisadores e que contavam com camas, poltronas, música tranquila e sanitários. Quatorze deles receberam o ayahuasca, e os demais beberam uma substância placebo, isto é, que simula o gosto e o aspecto do chá mas não conta com suas propriedades químicas.

Nove dos 14 que receberam o ayahuasca apresentaram melhora nos sintomas de depressão ao longo de uma semana. Entre os 15 que receberam a substância placebo, apenas quatro tiveram melhora semelhante. “Estamos muito animados com esses novos resultados”, disse em comunicado o professor de psiquiatra da USP Jaime Hallak, coautor do estudo.

Para os pesquisadores, o ayahuasca, como outros remédios antidepressivos, parece atuar sobre as regiões do cérebro sensíveis à serotonina, substância que impacta nas emoções. Cerca de 300 milhões de pessoas no mundo sofrem com a depressão; 100 milhões não respondem aos remédios tradicionais.

O uso da substância em tratamentos contra depressão , contudo, ainda é experimental. Os efeitos do ayahuasca se prolongam por cerca de quatro horas e podem incluir alucinações, diarreia e vômitos, mas, conforme estudos indicam, a planta não é tóxica e nem causa dependência.



Fonte: iG



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Lei que proíbe piercings e tatuagens em animais é sancionada no Distrito Federal

Leia Mais