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Bafo de leão: Saiba identificar e prevenir o mau-hálito, mal que acomete 30% da população

Compartilhe:     |  7 de julho de 2014

As pessoas te oferecem balas ou chicletes com frequência? Seu amigos se distanciam para falar com você? Pode ser que você tenha mau-hálito — e não está sozinho. Pesquisas afirmam que, no Brasil, 30% da população sofre com o problema, segundo a Associação Brasileira de Halitose (Abha). Isso significa que cerca de 50 milhões de brasileiros tem o mau-cheiro, que em 90% dos casos é causado por erros na higiene bucal.

— Existe o mito de que o mau hálito ou halitose é causada pelo jejum ou por problemas de estômago, mas isso é raríssimo. O problema normalmente é consequência de falhas na higiene. É o que dificulta mudar a situação é que a pessoa não consegue perceber o mau cheiro e quem está em volta tem vergonha de avisar — explica o dentista Ricardo Martinelli, consultor do Instituto Pedro Martinelli Pró-Odontologia.

A halitose não é uma doença, mas pode denunciar a ocorrência de alguma patologia. A principal causa do mau-cheiro, segundo Ricardo Martinelli é o acúmulo de bactérias que produzem compostos mau-cheirosos dentro da boca, entre os dentes, na parte posterior da língua. Essas placas bacterianas podem ser estimuladas pelo acúmulo de alimentos na boca, fumo, dieta desregulada, doenças na gengivas, pouca produção de saliva ou, em casos raros, outras doenças como diabetes, problemas nas vias respiratórias, rins e fígado. O especialista indica que aqueles que desconfiam de seu hálito devem buscar um dentista, que é o profissional mais indicado não apenas para identificar o problema, mas também encontrar as reais causas e indicar o tratamento mais adequado para cada situação.

Previna-se do mau-hálito

Veja algumas dicas para evitar o mau-cheiro na boca:

– Escovar bem os dentes e a língua pelo menos duas vezes por dia, mas de preferência cerca de 20 a 30 minutos depois das refeições;

– Usar o fio dental corretamente;

– Evitar soluções que contenham álcool para bochecho;

– Ingerir bastante água;

– Evitar álcool e fumo;

– Visitar o dentista uma vez a cada seis meses;

– Evitar alimentos que contribuam para o ressecamento da boca como os muito salgados, quentes ou apimentados.

– Evitar alimentos com odor carregado como alho, cebola, picles, repolho, brócolis, gorduras e frituras em geral, carne vermelha, leite e derivados, café ou refrigerantes.

Ajude um amigo

— A dificuldade de perceber o mau-hálito acontece porque o nariz está muito próximo da boca, sentindo seu cheiro o tempo todo e acaba acostumando com o problema. Por isso é sempre importante interagir com alguém de confiança ou procurar um especialista — indica Ricardo.

Para ajudar a alertar os amigos que têm bafo, o que pode gerar inclusive dificuldades na convivência social, a Associação Brasileira de Halitose oferece um serviço de aviso anônimo. A campanha, chamada de SOS Mau Hálito, funciona com preenchimento de uma ficha simples e um sistema que envia ao ente querido não apenas a informação de que ele tem o problema, mas também dicas de tratamento e prevenção. O serviço funciona por carta ou email.



Fonte: Extra



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