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Banco Mundial traça rota rumo às “zero emissões” de gases do efeito estufa

Compartilhe:     |  12 de maio de 2015

Políticas de longo prazo para o clima, os preços do carbono e medidas para facilitar a transição energética dos mais pobres: estes três passos são considerados essenciais pelo Banco Mundial para atingir zero emissões de gases de efeito estufa até 2100 e “estabilizar o clima”.

“É importante reestruturar a economia global se quisermos atingir zero emissões (de gases de efeito estufa) líquidas antes do final deste século”, afirmou Rachel Kyte, vice-presidente do Banco Mundial (BM), por ocasião do lançamento nesta segunda-feira do relatório intitulado “Descarbonizar o desenvolvimento: três passos para um futuro livre de carbono”.

“As prioridades do BM hoje são ditadas pela meta de descarbonização total no longo prazo”, acrescentou Stéphane Hallegatte, economista sênior da instituição, durante a apresentação do relatório em Paris.

“O objetivo de zero emissões é uma certeza para estabilizar a mudança climática”, insistiu Hallegatte, para quem a “emissão zero, deve ser alcançada antes de 2100 para ficarmos abaixo dos 2°C” de aquecimento, o objetivo da comunidade internacional.

A poucos meses da conferência do clima em Paris, que ocorrerá de 30 de novembro a 11 de dezembro, o Banco mostra claramente suas prioridades: ajudar os países em desenvolvimento a fazer escolhas para torná-los menos dependentes dos combustíveis fósseis (petróleo, carvão, gás), construir cidades e transporte que consumam menos energia e incentivá-los a usar as florestas e savanas como sequestradores de carbono.

Para chegar à “emissão zero”, a preocupação dos países hoje deve ser baseada em uma visão de longo prazo, bem para além de 2025 ou 2030, datas dos próximos objetivos climáticos que os países devem anunciar antes de Paris.

Taxar o carbono

Então, “é preciso colocar em prática um pacote abrangente de medidas, incluindo a precificação do carbono para criar os incentivos necessários (…) para um crescimento de baixo carbono”, disse o Banco Mundial.

O estabelecimento de um preço para o carbono – através de um imposto sobre o carbono ou um mercado de carbono – “é necessário”, afirma Hallegatte. Mas “isso deve ser complementado por outras medidas, tais como as normas de emissões dos veículos, a eficiência energética, planos de eletrificação, transporte urbano”, acrescentou.

Finalmente, para compensar uma alta dos combustíveis devido ao preço do carbono ou, inicialmente, à remoção de subsídios aos combustíveis fósseis, é imperativo ajudar as populações mais pobres.

Exemplos: Irã e Indonésia retiraram seus subsídios aos combustíveis fósseis e têm utilizado este orçamento para ajudar diretamente as famílias de baixa renda. “Em Gana, a escola primária tornou-se gratuita e ajudas para ter acesso à eletricidade têm sido postas em prática”, ressaltou Hallegatte.

Para o economista, “o sucesso ou o fracasso da política climática dependerão da capacidade de contribuir para o desenvolvimento e a luta contra a pobreza”.

Além da necessidade urgente de estabelecer políticas energéticas de longo prazo alinhadas aos objetivos climáticos, as perspectivas de reduzir o aquecimento global a 2°C também contam com a tecnologia.

Particularmente na captura e armazenamento de carbono, uma técnica controversa, que ainda não está madura e amarga fracos investimentos em razão dos preços muito baixos onde o carbono é tributado.



Fonte: Uol



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