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Bancos feitos de máscaras: um estudante sul coreano tenta transformar o lixo da pandemia

Compartilhe:     |  11 de dezembro de 2020

Quantas máscaras descartáveis são necessárias para fazer um banco? Kim Ha-neul sabe que precisa de 1500.

Incomodado com o lixo causado pelos materiais de protecção descartáveis, muitos deles feitos de polipropileno, o estudante sul coreano de design de mobiliário procurou uma solução de reaproveitamento: derreter máscaras que, depois, transforma em bancos. Chamou-lhes “Stack and Stack” porque é possível empilhá-los uns nos outros.

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Em Junho, Kim montou uma caixa de recolha de máscaras de uso único na Universidade de Arte e Design Kaywon, em Uiwang, no sul de Seul. Desde o Verão, recolheu dez mil máscaras usadas e recebeu mais de uma tonelada de máscaras com defeitos, enviadas por uma fábrica.

Para diminuir o risco de transmissão do novo coronavírus, o jovem sul coreano guarda-as numa arrecadação durante quatro dias, antes de as transformar. Após esse período, remove os elásticos e arames e, com um soprador de ar quente, derrete-as num molde a temperaturas superiores a 300 graus Celsius.

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Nos planos está agora fazer cadeiras, mesas e luzes. Também quer instigar o governo sul coreano e empresas privadas a reciclarem máscaras, começando a recolhê-las em contentores próprios. Só em Setembro, a Coreia do Sul produziu mais de mil milhões de máscaras para uso interno, mostram dados do governo.

Em Portugal, a Direcção-Geral da Saúde alerta que as máscaras descartáveis devem ser deitadas nos contentores de lixo doméstico e não nos ecopontos ou na via pública. São depois incineradas ou reencaminhadas para aterro, tal como as luvas.



Fonte: P3 - Reuters



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