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Baseada num conceito da filosofia chinesa, a dieta macrobiótica atrai mais adeptos a cada dia

Compartilhe:     |  27 de março de 2015

Visando uma vida saudável e o equilíbrio entre o homem e a natureza, a dieta macrobiótica (do grego, macro = grande e bio = vida) está a cada dia mais popular. Criada no século 19 pelo médico Sagen Ishisuka e desenvolvida pelo escritor George Ohsawa, no século 20, a dieta baseia-se num conceito da filosofia chinesa.

O conceito afirma que na natureza existem duas forças opostas que se complementam: yin (força feminina) e yang (força masculina). Os discípulos da macrobiótica acreditam que a saúde e a harmonia do corpo e do espírito dependem do equilíbrio entre estas duas forças.

Para a macrobiótica, os alimentos são vivos, uma vez que não são cozidos, congelados ou processados. A vitalidade dos alimentos conserva as enzimas (substâncias contidas nos alimentos que contribuem para o bom funcionamento do metabolismo), proporcionando assim mais saúde e vitalidade. O próprio Oshawa acreditava que a dieta o teria curado de uma tuberculose.

Predominantemente vegetal, mas não necessariamente vegetariana, a dieta macrobiótica é considerada por seus adeptos uma fonte de saúde. Para o Gregor Kux, adepto e dono da primeira “lanchonete viva” de Goiânia, a Cerrado Alimentos Orgânicos, “os alimentos vivos proporcionam vantagens a curto, médio e longo prazos. Eles repassam vitalidade para o corpo e até para a mente”.

Celebridades como Madonna e Gwynet Paltrow também são adeptas da dieta que orienta o consumo de fibras, frutas, vegetais. O consumo de bebidas açucaradas (refrigerantes ou bebidas alcoólicas) e carnes (apenas peixe é aceitável) deve ser evitado, pois essas desestabilizam o equilíbrio yin-yang.

“Quando o consumidor compreende a importância e percebe no próprio corpo as vantagens, ele não vê necessidade de sair da dieta. E o sabor também influencia, por não ter tanto sal ou óleo, a comida fica mais saudável e saborosa”, explica Valéria, responsável pela lanchonete.

Na lanchonete é possível encontrar trufas vivas (feitas com castanhas germinadas, sem açúcar, e adoçada com frutas), brigadeiro vegano, tortelete de musse de maracujá com manga e sanduíche de hambúrguer vegetal, feito com grão de bico. Além de sucos verdes e desentoxicantes, os chamados detox.

Para Valéria, a pouca quantidade de calorias atrai muitos clientes, mas a proposta dos alimentos vivos vai além disso. “Clientes já me contaram que adquiriram diabetes por ter uma alimentação desregrada e, quando passaram a comer conosco, seguir a dieta viva, ficaram tratados. O principal é a saúde”, explica.



Fonte: DMRevista - Isabela Lacerda



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