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Bebês elefantes recebem cuidados especiais em orfanato no Sri Lanka

Compartilhe:     |  12 de abril de 2015

No Sri Lanka, existe um orfanato para elefantes. Esse é o tema da crônica do correspondente na Ásia, Márcio Gomes. Ele disse que dá até vontade de levar um para casa.

A cidade de Colombo  é a maior do Sri Lanka. Mas o crescimento não deixou de lado tradições e rituais. Quase sempre, o destaque é ele: o elefante. Faz parte da cultura do país. Existem leis para a posse e uso desses animais.

Fomos conhecer o lugar-símbolo de toda essa atenção: quase 100 quilômetros e chegamos a Pinnawala, uma reserva que completa 40 anos em 2015. É considerada a maior concentração de elefantes em cativeiro do mundo.

Mas também há motivos para chamar esse lugar, administrado pelo governo do Sri Lanka, de orfanato.

A história de dois elefantes é muito triste. Eles foram trazidos para o orfanato, para Pinnawalla, depois que a mãe foi atropelada por um trem no interior do Sri Lanka. Isso foi há um ano e meio e eles jamais sobreviveriam na floresta, sozinhos, sem a mãe. O problema é que, depois que chegaram aqui e tiveram contato com o ser humano, também não podem voltar à vida selvagem.

Para cá também são trazidos os animais que sofrem maus tratos. As presas de marfim são valiosas e fazem dos elefantes alvo, apesar de a caça ser proibida pela leis cingalesas.

Em Pinnawala, estão protegidos. Os turistas chegam pertinho. Às vezes, a proximidade é até demais! E a gente passa a ter intimidade, dá até “mamadeira”. É uma mistura de leite, que os pequenos viram num gole só!

Os adultos comem mais de 200 quilos de vegetação por dia. Com uma pata, seguram o tronco de palmeira e com a outra arrancam lascas, que fazem bela refeição.

É impossível não ver as correntes, criticadas por grupos de defesa dos animais. O parque argumenta que é pela segurança de turistas e funcionários.

Mas tem um momento do dia em que os elefantes esquecem o cativeiro e cruzam a rua de comércio, se misturando aos visitantes. Chegam ao que vai se revelar uma cena grandiosa! É neste momento que eles voltam a ter uma vida realmente selvagem, livre.

Ficam cerca de uma hora no rio Maoyá. Para os mais velhos, é instinto, que traz o espírito de família… A força vencendo a correnteza… Para os filhotes, a brincadeira. Impossível não se encantar.

Para um francês, “a gente percebe que eles são como a gente, fazem parte do mundo”. Mas, em Pinnawala, nós é que estamos no mundo deles.



Fonte: Jornal Hoje



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