Espécies em Extinção

“Big Brother animal” tenta salvar o tatu-canastra da extinção

Compartilhe:     |  21 de março de 2015

Big brother animal. Para salvar o tatu-canastra da extinção, pesquisadores do Centro-Oeste estão monitorando o comportamento desse bicho estranho e muito raro. É o tatu-canastra, o maior da espécie.

Ele é descendente de um animal pré-histórico, o Gliptodonte, que tinha mais de três metros de comprimento e quase duas toneladas. Como é muito difícil encontrar um tatu-canastra na natureza, as câmeras dos pesquisadores ficam ligadas 24 horas por dia, de olho em tudo o que o bicho faz.

Nossa equipe viajou mais de cinco horas para chegar à fazenda Baía das Pedras, no Pantanal do Mato Grosso do Sul. Foi lá que, depois de cinco anos de muito trabalho, os pesquisadores conseguiram capturar 13 tatus-canastras. Em quatro, eles colocaram rádiotransmissores, que facilitam bastante a localização dos animais.

“Eu acabei de ouvir o sinal fraquinho e agora eu tenho a direção com a antena do animal. Então eu vou aproximando e isso facilita muito a nossa vida”, conta o pesquisador. Seguindo o sinal do rádio descobrimos que o tatu passou por alguns locais específicos.

Imagine uma espécie que passa 75% do seu tempo embaixo da terra, dentro da toca. Assim é o tatu-canastra, por isso é tão difícil de ver um andando por aí na natureza. Os pesquisadores usam a tecnologia para tentar entender um pouco mais sobre essa espécie. O tatu pode passar dias sem sair da toca, a câmera foi instalada na árvore é sensível ao movimento e registra tudo até mesmo de noite, para saber da vida do tatu.

Uma das imagens, registrada pela câmera dos pesquisadores, mostra uma fêmea escavando a toca. Desconfiada, ela sai da toca, cheira a câmera e volta para o buraco, sai de novo e fica meia hora nesse entra e sai. O tatu-canastra não enxerga direito nem ouve bem, mas tem o olfato apurado e, assim, percebe quem está por perto.

Ele escava um novo buraco a cada dois dias. No Pantanal, outras 30 espécies compartilham da mesma toca. Enquanto do lado de fora está um calorão de 35ºC, lá dentro a temperatura se mantém estável, em torno de 21ºC, 24ºC.

“Alguns usam para esconder os seus filhotes, outros para procurar alimento”, explica Danilo Klyber, médico veterinário.

No segundo dia de buscas, os pesquisadores encontram mais um tatu. O animal ainda não tinha microchip no corpo. O tamanho das unhas é gigangte e muitos caçadores matavam esse bicho pra pegar essas garras. Na carroceria da caminhonete, os pesquisadores examinam o animal.

O tatu pode ficar no máximo meia hora anestesiado. Os pesquisadores monitoram os batimentos cardíacos, coletam amostras de sangue e de materiais genéticos. Por último, eles instalam na carapaça um  transmissor que vai emitir sinais por quase três meses.

Depois de todo o trabalho, o tatu desperta lentamente. Os pesquisadores chamam os funcionários da fazenda para que eles aprendam um pouco mais sobre esse animal e ajudem e preservar a espécie.

O tatu acorda, sai meio tonto da caixa, mas logo se esconde na sua nova toca. É mais um gigante que, agora, está protegido.

Fonte: Jornal Hoje



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