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Biólogo desenvolve ‘bife’ para abelhas enfrentarem seca no Rio Grande do Norte

Compartilhe:     |  12 de agosto de 2019

Uma ração para abelhas desenvolvida no Rio Grande do Norte está garantindo a sobrevivência de enxames na região até mesmo no período de seca, quando normalmente os insetos abandonam as colmeias. O produto, conhecido como “bife”, é barato e fácil de preparar.

E não foi só pelo formato que a ração ganhou esse apelido: o interesse do enxame sugere que, para as abelhas, ele possa ser o equivalente a um filé mignon.

O criador Euzir de Queiroz testou o produto e aprovou. Com o enxame garantido, ele produziu mais no período de chuvas por conta da alimentação garantida na estiagem.

O biólogo Antônio Abreu, professor do Instituto federal de Pau dos Ferros, explica que ele simulou em estufas a vida dos enxames para evitar a fuga dos insetos durante o período sem chuva, o que gera um prejuízo para os produtores locais.

“Muitas vezes o apicultor não consegue fazer uma ração porque ou ele não encontra os ingredientes ou eles são muito caros”, explica Abreu.

O professor testou diversos materiais, e a ração que garantiu melhor resultado foi a mistura de extrato de soja e albumina.

Como fazer

A receita que ele ensinou ao Globo Rural alimenta 6 colmeias. Para mais informações ou outras sugestões de receitas, acesse o site do Instituto Federal.

  • 20g de albumina
  • 100g de extrato de soja
  • 15 gotas de essência de baunilha
  • 100 ml de xarope de açúcar (deve ser feito na proporção de dois para um, ou seja, 2 kg de açúcar para 1 litro de água).

Conforme vai misturando, a massa tem que alcançar uma consistência firme. Quando desgrudar da mão, a ração está pronta. Essa porção dura uma semana.

A recomendação é que, ao levar para o apiário, a massa esteja embrulhada em papel alumínio e que seja colocada sobre os quadros da colmeia.

O custo para cobrir todo o período de estiagem, que chega a 8 meses, fica em torno de R$ 12 por colmeia. E, segundo o professor, a taxa de abandono das abelhas é praticamente nula.



Fonte: Globo Rural



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