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Biólogos encontram novas espécies marinhas bizarras na Tasmânia

Compartilhe:     |  26 de dezembro de 2018

Cientistas descobriram mais de 100 espécies de criaturas marinhas na costa sul da Tasmânia, na Austrália. Além de fascinantes, os bichos são bem diferentes: há lagostas com braços longos, caranguejos com armaduras irregulares e até peixe-bolha.

Peixe-bolha (Psychrolutes marcidus) (Foto: CSIRO)

Demorou quatro semanas para que os pesquisadores fizessem um levantamento destes animais. Ainda assim, eles só conseguiram classificar 45 criaturas que habitam os corais da região.

Ofiuroides - Ophiuroidea (Gorgonocephalidae sp) -  (Foto: CSIRO)

Segundo o estudo, esse ecossistema enfrenta problemas com atividades humanas, tais como pesca, mineração e mudanças climáticas. Entender o meio ambiente é essencial para saber como estas espécies sobrevivem e como podem ser preservadas.

Nova espécie de lagosta (Foto: CSIRO)

“Viagens de pesquisa são extremamente importantes para nos ajudar a entender e proteger os parques marinhos australianos”, disse Jason Mundy, chefe da seção de áreas marinhas protegidas da Parks Australia, entidade em prol dos seres marinhos. “As imagens nos lembram os ambientes extraordinários e diversificados que estamos protegendo.”

Caranguejo (Neolithodes bronwynae) (Foto: Fraser Johnston)

Os pesquisadores usaram de câmeras de alta tecnologia no fundo do mar, em profundidades de até 1.900 metros, para explorar a área. Ao todo, foram mais de 60 mil fotos e cerca de 300 horas de vídeo.

Algumas das espécies coletadas são inteiramente novas para a ciência, incluindo a lagosta e o caranguejo. Outros não eram novos, mas exibiram comportamentos interessantes, como as espécies ofiuroides e poliquetas que foram vistas interagirando com os corais.

Lagosta agachada (Uroptychus litosus) (Foto: CSIRO)

Os cientistas também coletaram dados sobre mais de 40 espécies de aves marinhas e várias espécies de baleias e golfinhos.

Poliqueta (Eunicidae sp.) em um coral (Foto: CSIRO)

“Embora demore meses para analisar completamente as distribuições de corais, já vimos comunidades saudáveis em locais menores e com profundidades de até 1.450 metros”, falou Alan Williams, biólogo marinho. “Isso significa que há mais desse importante recife de coral nos parques marinhos Huon e Tasman Fracture do que percebemos anteriormente.”

Camarão (Hippolytus sp.) com garra pra buscar comida em corais (Foto: CSIRO)

“Nossa amostragem detalhada foi realiza em locais submarinos que já foram afetados pela pesca, mas estão protegidos há mais de 20 anos”, ele acrescentou. “Enquanto não vimos nenhuma evidência de que as comunidades de corais estão se recuperando, havia sinais de que algumas espécies individuais de corais, crinóides e ouriços restabeleceram uma posição segura.”

Corais moles (Calyptrophora octocora) (Foto: CSIRO)
Nova espécie de caranguejo (Foto: CSIRO)


Fonte: Galileu



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