Trilhas da Paraíba

Bonito de Santa Fé

Compartilhe:     |  4 de agosto de 2019

O município de Bonito de Santa Fé fica no Sertão paraibano, a 524.00 Km de João Pessoa. Limita-se com o Estado do Ceará e os municípios de Monte Horebe (13 km), Serra Grande (19 km), São José de Caiana (25 km), Diamante (31 km) e Conceição (29 km). A temperatura média anual desse município oscila em torno de 27°C. Apresenta uma vegetação de Caatinga.

Aspectos Históricos

Os primeiros habitantes da região, na margem do Rio Piranhas, foram os Índios Arius, da tribo Cariris. A esses, juntaram-se os colonos europeus e brasileiros, oriundos do Ceará, Pernambuco e de outras regiões da Paraíba, constituindo a miscigenação como base da população atual.

A ocupação destas plagas se deu em meados do século XVIII. Deve-se a Teodósio de Oliveira Ledo, capitão-mor da ribeira do Rio Piranhas, hoje Pombal, o desbravamento e os primeiros contatos com os nativos da terra. A história política de Bonito de Santa Fé começa mesmo com a decadência da Vila de Santa Fé, hoje Distrito do Município de Monte Horebe.

Terra próspera, de clima agradável, razão pela qual atraiu muitas famílias de diversas sub-regiões do Nordeste. Todavia, o desenvolvimento dessa vila entrou em decadência devido às rixas e aos conflitos existentes entre as famílias Barbosa e Viriato. O padre José Tomaz de Albuquerque, da freguesia de Cajazeiras, ainda tentou promover a pacificação entre os conflitantes, mas não obteve êxito em sua missão. E Santa Fé tornou-se ruínas, admitida como castigo atribuído pelo padre Ibiapina, quando afirmou que ali bem próximo nasceria a terra da promissão.

Bonito de Santa Fé nasceu, então, a poucas léguas da vila destruída, numa propriedade da família Arruda Câmara, vendida a Martin Afonso Diniz, Manoel José de Sousa e Francisco Timóteo de Sousa. Esses desbravadores e seus comandados, na condição de vaqueiros do pastoreio, mestres em madeira e fortes agricultores, foram os primeiros no povoamento dessas paragens, onde prosperam, graças à agricultura rudimentar e à pecuária extensiva. Os primeiros povoadores trataram logo de iniciar uma feira livre, contando com o apoio decisivo de Tomaz Romeu, cunhado de Francisco Timóteo de Sousa, que deu muito de seus pertences para que fosse construído um galpão para as feiras livres semanais e a construção de uma Capela, hoje Matriz de Santo Antonio.

Constituindo-se numa das primeiras edificações do Município de Bonito de Santa Fé, somente nos anos 90 foi modificada, com poucas alterações, a não ser a parte de teto, piso, construção de uma sacristia na parte traseira, e modificações no seu altar-mor, prevalecendo a fachada com arquitetura antiga.

Se tudo era planejado e realizado com a força da união entre os homens, a essa altura o já então chefe político do lugar, coronel Antônio Martins, para garantir ordem e evitar que o lugar tivesse a sorte drástica da Vila de Santa Fé, não acatava e sequer aceitava a passagem de bandidos (na época, os renomados cangaceiros) pelo novo povoado.

Com o passar dos tempos, Bonito, outrora distrito monopolizado por São José de Piranhas (na época, Jatobá), despertou para sua independência política. O coronel Antônio Martins iniciou as conversações junto ao interventor da Paraíba – Argemiro de Figueiredo – e o prefeito de São José de Piranhas – Malaquias Barbosa -. O coronel teve o imediato apoio do seu filho, José de Sousa Morais e do Dr. Praxedes Pitanga, homem de alta habilidade profissional no campo jurídico, fazendo-se apresentar na capital do Estado como um defensor da causa.

Coincidente ou intencionalmente, para não desagravar o prefeito de São José de Piranhas, o interventor federal da Paraíba programou uma viagem a capital do país, deixando respondendo pelo expediente o seu sucessor imediato, Dr. Silva Mariz, a quem coube a responsabilidade de fazer a citada e desejada promulgação.

Vencidos todos os obstáculos, finalmente veio a publicação, no Diário oficial do Estado, do Decreto-Lei n° 1.164, de 15/11/1938, com a nomeação nessa data do primeiro Prefeito, cuja indicação recaiu na pessoa do médico Manoel Batista Leite e se deu a revelia da família Martins Morais, o que insatisfação entre as partes, uma vez que a família Martins Morais, segundo consta, foi a que mais fez no desdobrar para a emancipação política de Bonito de Santa Fé.



Fonte: Famup



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