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Botsuana volta a permitir caça de elefantes e tenta reabrir comércio de marfim

Compartilhe:     |  28 de maio de 2019

O governo de Botsuana, localizado no sul da África, voltou a permitir a caça de elefantes após 5 anos de proibição. No país, o número de animais selvagens chega a 135 mil, e, de acordo com as autoridades, é difícil controlar os bichos e afastá-los de plantações — ou seja, muitas propriedades rurais acabam destruídas por eles.

“Embora consideremos que a caça aos elefantes seja moralmente repugnante, semelhante a caçar cães, gatos, baleias ou grandes macacos por prazer, é altamente improvável que a caça esportiva tenha um impacto significativo no crescimento de suas populações de elefantes”, afirmou o fundador da ONG Save the Elephants, Iain Douglas-Hamilton, à GALILEU.

O Ministério do Meio Ambiente, Conservação de Recursos Naturais e Turismo de Botsuana disse em comunicado que os níveis de conflitos entre humanos e elefantes e o consequente impacto sobre os meios de subsistência estavam aumentando. “Parece que os predadores aumentaram e estão causando muitos danos à medida que matam o gado em grande número”, disseram as autoridades, afirmando que a “reinstituição da caça será feita de maneira ordenada e ética”.

Para os Iain Douglas-Hamilton, da ONG Save the Elephants, muito mais grave é a intenção de Botsuana de fazer lobby pela reabertura do comércio de marfim. De acordo com o especialista, o esforço global para proibir todo o comércio de presas de elefante teve enorme sucesso: em 2018, o país africano deixou de comercializar o material extraído dos animais para a China, o maior mercado comprador desses itens.

“Buscar reabrir o comércio de marfim alimenta a renovação da demanda e condena as populações de elefantes nos países em que esses animais então menos protegidos que em Botsuana”, explicou Douglas-Hamilton.



Fonte: Revista Galileu - GIULIANA VIGGIANO



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