O lixo em questão

Brasil continua a descartar a maior parte dos resíduos sólidos urbanos

Compartilhe:     |  20 de setembro de 2020

Lixo urbano, desafios e tecnologias - ((o))eco

Passados dez anos da vigência da Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o Brasil continua a descartar a esmagadora maioria dos resíduos sólidos urbanos em aterros irregulares, valas sanitárias e lixões espalhados em mais de dois terços dos seus mais de cinco milhares de municípios.

Segundo o Sistema Nacional de Informações de Resíduos (SNIR), o Brasil produziu 78,4 milhões de toneladas de RSU(resíduos sólidos urbanos) em 2017, sendo que 3,9% foram reciclados e destinados a compostagem, 59,1% destinados a aterros sanitários, e o restante – 20 milhões de toneladas (ou 37% de todos os resíduos), despejados em lixões ou aterros controlados por 3.352 municípios.

Há uma aposta de mudanças positivas com o “Novo Marco Legal do Saneamento Básico”, sancionado recentemente (Lei Federal nº 14.026 de 2020). Porém, de pouco adiantará regular o sistema de saneamento e revisar sua estrutura, se nele não se abrirem portas a novas rotas tecnológicas, relacionadas ao aproveitamento energético dos resíduos sólidos urbanos.

Para o Sistema Nacional de Informações de Resíduos, da forma como está, a gestão de resíduos sólidos urbanos no Brasil permite e pereniza danos ambientais irreversíveis para as presentes e futuras gerações. E o faz por não assimilar, desde o início, o conceito, o contexto e os instrumentos da economia circular.



Fonte: Diário do Vale - Portal do Saneamento Básico



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