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Brasil tem primeiro caso de febre do Nilo confirmado, segundo Ministério da Saúde

Compartilhe:     |  10 de dezembro de 2014

O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira o primeiro caso de febre do Nilo Ocidental (FNO) em um trabalhador rural do estado do Piauí. O caso estava em investigação desde agosto deste ano, quando o paciente apresentou encefalite e foi notificado como caso suspeito. A doença foi confirmada após a realização de dois exames sorológicos com reagente para o vírus do Nilo Ocidental-VNO (IH e ELISA). Além da confirmação, outras quatro pessoas apresentaram sintomas neurológicos considerados suspeitos, mas os exames laboratoriais descartaram a possibilidade da doença. Além dos casos que apresentaram sintomas, foram realizados testes em mais 18 pessoas da região e todos os resultados deram negativo.

Segundo a pasta, o caso “se trata de evento isolado, sem identificação de cadeia de transmissão e que passa por investigação detalhada para que se busque esclarecer a maneira de transmissão”. O Ministério afirmou, ainda, que a confirmação não representa significado epidemiológico relevante para o Brasil e nem risco para saúde pública do Piauí e do Brasil. O paciente, que estava internado no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela, em Teresina (PI), já teve alta e vai passar por reabilitação e fisioterapia para recuperar o seu estado de saúde.

80% NÃO APRESENTAM SINTOMAS

A febre do Nilo, originária do Egito, norte da África, é uma infecção viral causada por um vírus e transmitida por meio da picada de mosquitos comuns, principalmente do gênero Culex. Cerca de 80% dos casos em humanos não apresentam sintomas, enquanto outros 20% reagem co msinais semelhantes aos da gripe, como febre, fadiga, dores de cabeça e dores musculares ou articulares. Menos de 1% dos humanos infectados ficam gravemente doentes, sendo que a maioria dos casos graves acomete idosos, como informou o órgão em nota.

Febre alta, rigidez na nuca, desorientação, tremores, fraqueza muscular e paralisia estão entre os sintomas graves. Os pacientes em estágio avançado da doença podem desenvolver encefalite ou meningite. Já que não há tratamento específico para a febre do Nilo, o paciente infectado é hospitalizado, passa por uma reposição intravenosa de fluidos, recebe suporte respiratório e se protege de possíveis infecções secundárias.

De acordo com o Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde do Piauí, equipes estão na região onde o caso foi confirmado. O trabalho consiste em visitas as propriedades rurais, com o objetivo de investigar a possível ocorrência de novos casos, além de orientar a rede do SUS e avaliar a transmissão por meio da população animal de equídeos e aves. Para as outras regiões do país, a recomendação é alertar a rede de serviços de saúde para ampliar a vigilância de casos humanos suspeitos da febre, notificando a pasta em até 24 horas. É considerado caso suspeito paciente com quadro de doença febril inespecífica, acompanhada de manifestações neurológicas de causa desconhecida.



Fonte: O Globo



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