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Buraco negro da Via Láctea está ficando mais ‘faminto’, dizem astrônomos

Compartilhe:     |  17 de setembro de 2019

O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, Sagittarius A*, parece estar ficando mais “faminto”. Os astrônomos que monitoram o objeto descobriram que, no ano passado, o fenômeno consumiu matéria como nunca antes, segundo um artigo publicado no The Astrophysical Journal Letters.

“Nunca vimos algo assim nos 24 anos em que estudamos o buraco negro supermassivo. Geralmente, é um buraco negro fraco e frágil em uma ‘dieta’. Não sabemos o que está motivando esse grande banquete”, disse Andrea Ghez, coautora da pesquisa, em comunicado.

A equipe analisou mais de 13 mil registros de observação do fenômeno de 133 noites diferentes desde 2003. As imagens foram feitas pelo Observatório Keck no Havaí e pelo Telescópio Muito Grande do Observatório Europeu do Sul, no Chile.

Vale lembrar que o próprio buraco negro não pode ser visto, pois, como atua como uma via de mão única que suga tudo o que vê pela frente, nem a luz consegue escapar. Entretanto, é possível detectar a radiação de gás e poeira situadas fora do “horizonte do evento”, o que permite a captura desse brilho pelos pesquisadores.

Morris afirmou que outras possibilidades incluem a atração de grandes asteroides para o buraco negro, ou até a aproximação da estrela S0-2 do fenômeno, que lançaria uma grande quantidade de gás e atingiria o buraco negro.

Há também a hipótese que envolve um objeto bizarro conhecido como G2. Ele se aproximou do buraco negro em 2014 e provavelmente é um conjunto binário de estrelas. Para Ghez, é possível que o buraco tenha sugado a camada externa desse objeto, resultando em um aumento na luminosidade do lado de fora.

Os pesquisadores pretendem continuar observando o buraco negro para tentar entender o que está acontecendo. “Queremos saber como os buracos negros crescem e afetam a evolução das galáxias e do universo”, afirmaram. “Queremos saber por que o buraco supermassivo fica mais brilhante e como fica mais brilhante.”



Fonte: Revista Galileu



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