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Califórnia aprova multa de até US$ 500 para quem desperdiçar água

Compartilhe:     |  17 de julho de 2014

Não é apenas São Paulo que está sofrendo com a falta de chuvas: o estado norte-americano da Califórnia passa por sua seca mais severa desde os anos 1970, sendo que a previsão é de que a situação piore se for confirmada a formação de um El Niño no segundo semestre.

Já temendo pelo agravamento da crise, a Diretoria de Controle dos Recursos Hídricos aprovou nesta terça-feira (15) o conjunto de regras mais rígido da história do estado para limitar o desperdício de água.

As normas, que devem começar a valer a partir de agosto, banem práticas como lavar calçadas com mangueiras, uso ornamental de água potável (em fontes públicas e privadas) e a ativação de irrigadores automáticos em quintais. A multa em caso de descumprimento de alguma dessas regras pode chegar a US$ 500.

“Nosso objetivo é fazer com que todos levem esta seca a sério. É uma decisão histórica, que leva para o cidadão parte da responsabilidade de gerenciar a água neste período terrível. Estamos juntos nesta crise, e todos precisam ajudar”, afirmou Felicia Marcus, presidente da Diretoria.

A estimativa é de que as novas regras ajudem a economizar água suficiente para atender 3,5 milhões de pessoas por ano.

De acordo com a Universidade da Califórnia, a seca deve resultar em um prejuízo de US$ 2,2 bilhões neste ano, e mais de 17 mil postos de trabalho na agricultura serão perdidos.

Pesquisadores dos serviços meteorológicos do estado temem que a seca ou, pelo menos, uma situação de insuficiência de chuvas para retornar os reservatórios para seus níveis normais se estenda por mais dois anos.

“Se a seca continuar em 2015 e 2016, os aquíferos rasos começarão a desaparecer e novos poços mais profundos deverão ser escavados a um custo maior. As perdas econômicas tendem a aumentar a cada novo ano”, afirma um relatório do Departamento de Agricultura e Alimentos.

Segundo o Monitor de Secas do governo dos Estados Unidos, pelo menos 78% da Califórnia está enfrentando uma “seca extrema”, e todo o estado está classificado como sob “seca severa”.  A situação de falta de chuvas já dura mais de um ano.



Fonte: Instituto CarbonoBrasil - Fabiano Ávila



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