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Camada de ozônio vem dando sinais de recuperação, inclusive no Polo Sul, área crítica

Compartilhe:     |  14 de setembro de 2014

Todos os anos, no dia 16 de setembro, comemora-se o Dia Mundial de Preservação da Camada de Ozônio. E neste ano há mesmo motivos para comemorações. A ONU (Organização das Nações Unidas) acaba de divulgar uma notícia que faz valer a pena celebrar a data: o buraco na camada de ozônio diminuiu de maneira significativa nos últimos anos.

Além disso, a estimativa é que, até 2050, ela esteja totalmente reconstituída, principalmente no que se refere a áreas críticas como a Antártida. Essas informações animadoras são resultado de um relatório da ONU que envolveu cerca de 300 cientistas, que atribui a recuperação da camada de ozônio à cooperação internacional para reduzir as emissões de gases nocivos, principalmente o CFC (clorofluorcarbono) – até alguns anos atrás muito presente em desodorantes spray e refrigeradores, sendo considerado um dos grandes vilões na destruição da camada protetora.

A eliminação do CFC foi uma das medidas tomadas pelo Protocolo de Montreal, em 1987, um documento assinado por mais de 180 países. O estudo apresentado pela ONU calcula que o acordo reduziu em 90% as emissões do gás. Essa redução recente é cinco vezes maior do que as registradas anualmente entre 2008-2012.

O estudo anunciado pelas Nações Unidas também constatou que as resoluções tomadas pelo Protocolo evitou mais de dois milhões de casos de câncer de pele que poderiam ocorrer, por ano, caso o buraco continuasse crescendo, além de proteger a agricultura e a vida selvagem.

Bons resultados do Protocolo de Montreal
Bons resultados do Protocolo de Montreal

Por que na Antártida?

E você deve estar se perguntando: por que o buraco é maior sobre a Antártida? Basicamente, por causa dos ventos. As moléculas desses gases são carregadas para os polos por correntes de ar que sopram do Equador em direção aos extremos da Terra. Por causa disso, os polos se tornam depósitos naturais de gases que têm vida longa, como os CFC. A deterioração da camada de ozônio é mais acentuada na Antártida do que no polo Norte devido também à velocidade dos ventos da região, que criam uma alta rotação de ar frio e baixam drasticamente a temperatura.

No Ártico, o efeito é menos sentido porque as massas de ar irregulares e as montanhas do hemisfério norte impedem o acúmulo de ventos fortes na região. A destruição da camada se agravou a partir da década de 1980, principalmente durante a primavera do hemisfério sul, entre setembro e novembro, resultando, naquele período, na queda de 70% na concentração do ozônio que cobria a calota polar. O rombo sobre a Antártica hoje está estimado em 28 milhões de km² (mais de três vezes o tamanho do Brasil).



Fonte: Bayer Brasil



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