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Campinas pode zerar poluentes do transporte público

Compartilhe:     |  17 de março de 2019
ONG Minha Campinas oferece sugestões prévias para a licitação de transporte da cidade

A organização Minha Campinas protocolou na prefeitura de Campinas um documento com recomendações

prévias para o processo de licitação do transporte público da cidade. A iniciativa visa contribuir para a redução dos poluentes emitidos pelos ônibus, que em sua maior parte ainda utilizam combustíveis fósseis como o diesel, que é a principal fonte dos elementos que levam à morte das pessoas.

Além do documento protocolado hoje, a organização disponibilizou uma plataforma na qual a população pode participar enviando um email direto para o gabinete do prefeito com o pedido para que os poluentes do ar de Campinas sejam reduzidos. Basta acessar este site: http://www.maisar.minhacampinas.org.br/

Campinas está entre as 13 cidades paulistas que estão com a poluição do ar acima do padrão estabelecido como aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Os dados são do Instituto Saúde e Sustentabilidade, que em 2011 constatou que o número de mortes atribuíveis à poluição no município era de 350 casos anuais, o que equivale a quase uma morte por dia.

Recentemente, em audiência pública realizada na câmara municipal, o Secretário de Transportes, Carlos José Barreiro, apresentou sua proposta para a licitação de ônibus municipais de Campinas. Ela prevê apenas a criação de uma área de aproximadamente 3 km² no centro da cidade onde vão circular somente ônibus não poluentes. No entanto, essa iniciativa é insuficiente para evitar mortes por conta da poluição, já que a cidade conta com uma frota extensa movida a diesel, com cerca de 1.220 veículos.

Para Cláudia Oliveira, integrante do Minha Campinas, o momento requer discussão e planejamento claro. “Esta é a hora da população discutir o plano da prefeitura que prevê um contrato de concessão de 15 anos. Precisamos definir um cronograma de redução de poluentes na licitação de ônibus, como já acontece em São Paulo e em Santo André”, afirma.

No documento protocolado hoje, a organização sugere:
  1. O estabelecimento de um plano de substituição gradativa da frota de ônibus a diesel por outras fontes de energia renováveis e menos poluentes, buscando uma meta de redução de 100% dessas emissões (especialmente de Material Particulado, Óxidos de Nitrogênio e gases de efeito estufa) ao longo do prazo de vigência do contrato;
  2. Um processo de substituição por veículos e tecnologias mais limpas realizado de modo gradual, ocorrendo naturalmente no momento da substituição dos lotes de veículos mais velhos que são retirados da frota, conforme as regras contratuais de idade máxima permitida dos veículos.
  3. A previsão de sanções para as empresas concessionárias que descumprirem as metas definidas no Contrato.
  4. A mudança da nomenclatura do polígono na região central da cidade onde somente irão circular veículos do transporte público não poluentes previsto pela Prefeitura – atualmente denominada como “Área Branca” – para Zona Livre de Emissões.



Fonte: NEO MONDO



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