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Canadá anuncia que cortará em 30% as emissões de gases-estufa até 2030

Compartilhe:     |  18 de maio de 2015

O Canadá reduzirá 30% de suas emissões de gases de efeito estufa até 2030 em relação a 2005, segundo a ministra do Meio Ambiente do país, Leona Aglukkaq, ao anunciar os objetivos do país para a conferência da ONU sobre o clima em dezembro, em Paris.

A meta, que o Canadá tinha que definir antes da cúpula do G7 em junho, é “ambiciosa”, segundo a ministra, que concedeu coletiva na última sexta-feira (15).

Durante a conferência de Copenhague, em 2009, o Canadá se comprometeu a reduzir 17% de suas emissões de gases de efeito estufa até 2020 em relação a 2005, mas em vez de reduzi-las, aumentou.

Em meados de abril, o ministério do Meio Ambiente informou que as emissões de gás aumentaram cerca de 20% em relação à meta inicial.

Mas desta vez, para atingir seu objetivo, o Canadá irá mirar no compromisso das províncias, onde as principais emissões de gases de efeito estufa são o dióxido de carbono (CO2). Muitas já reduziram suas emissões.

Ação insuficiente
O governo também visa reduzir as emissões de metano do setor de petróleo e gás, que vêm de centrais elétricas alimentadas de gás natural e as do setor de fertilizantes químicos.

Defensores do meio ambiente consideraram as metas do Canadá insuficientes. É “um dos mais simples entre os países industrializados”, escreveu Steven Guilbeault, da ONG Equiterre.

Segundo maior poluidor, após a China, os Estados Unidos comprometeram-se a reduzir entre 26% e 28% suas emissões de gases de efeito estufa até 2025 em relação a 2005. A União Europeia prevê uma baixa de 40% nas emissões até 2030 em comparação com 1990.

Para um país, anunciar sua meta climática é igual a, entre outras coisas, prever a parte de suas diferentes fontes de energia (fóssil, renovável, nuclear) depois de 2020: uma decisão complexa que deve levar em conta os custos de investimento, as necessidades para garantir o desenvolvimento econômico e a evolução das tecnologias.

Canadá havia se retirado do Protocolo de Kyoto em 2011, por considerar que seus objetivos não eram realistas. Anúncios de grandes emissores como China, Austrália e Japão são esperados entre agora e junho, quando ocorrerá uma nova rodada intermediária de negociações oficiais em Bonn (entre 1 e 11 de junho).

IPCC - arte (Foto: G1)


Fonte: G1



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