Notícias

Canal de Suez: As impressionantes imagens de satélite do impacto causado por navio encalhado

Compartilhe:     |  28 de março de 2021

Bloqueio interrompeu a passagem entre a Ásia e a Europa de mercadorias avaliadas em US$ 9,6 bilhões por dia, segundo a consultoria Lloyd’s List Intelligence

Enquanto avança a operação gigantesca para mover o Ever Given, cargueiro encalhado desde terça-feira (23) no Canal de Suez, centenas de navios se amontoam em ambos os lados da passagem, esperando sua vez de atravessar.

Até esta última sexta-feira (26/3), havia 237 embarcações paralisadas nas proximidades do canal no Egito, segundo dados coletados pela agência de notícias EFE junto à Leth Agencies, que oferece serviços de logística em diversos canais e estreitos do mundo.

O bloqueio interrompeu a passagem entre a Ásia e a Europa de mercadorias avaliadas em US$ 9,6 bilhões por dia, segundo a consultoria Lloyd’s List Intelligence.

Mais de 12% do comércio mundial se move ao longo da rota, de acordo com dados da Autoridade do Canal de Suez.

Os responsáveis pela operação de resgate alertaram que pode levar dias ou até semanas para mover o Ever Given, de propriedade da empresa de navegação Evergreen.

Alguns navios já cogitavam contornar o sul da África, como o Ever Greet, também da Evergreen, segundo a Lloyd’s List, embora a travessia leve quase 12 dias a mais.

O Ever Given, que tem 400 metros de largura (quase quatro campos de futebol), ficou atravessado diagonalmente dentro do canal que não tem mais de 200 metros de largura, bloqueando o tráfego nos dois sentidos Foto: Reuters
O Ever Given, que tem 400 metros de largura (quase quatro campos de futebol), ficou atravessado diagonalmente dentro do canal que não tem mais de 200 metros de largura, bloqueando o tráfego nos dois sentidos Foto: Reuters

No momento, a estratégia usada para desencalhar o navio é a retirada de areia da margem e o uso de navios rebocadores para puxar no Ever Given.

Caso isso continue não sendo suficiente, as equipes de resgate podem ter que remover alguns dos contêineres que o navio carrega para aliviar o seu peso, afirma Osama Rabie, o presidente da SCA (Suez Canal Authority, empresa estatal que administra a passagem).. Ele diz, no entanto, que esperava que isso não fosse necessário.

Mais de dez rebocadores foram acionados para remover o navio, de acordo com a empresa que gerencia o Ever Given, Bernhard Schulte Shipmanagement (BSM). Foi iniciada também a dragagem do canal ao redor do navio. Boskalis, a empresa de dragagem, disse que para desencalhar o navio será necessário dragar, rebocar e também retirar o peso da carga, tomando cuidado para não desequilibrar o navio Foto: Reuters
Mais de dez rebocadores foram acionados para remover o navio, de acordo com a empresa que gerencia o Ever Given, Bernhard Schulte Shipmanagement (BSM). Foi iniciada também a dragagem do canal ao redor do navio. Boskalis, a empresa de dragagem, disse que para desencalhar o navio será necessário dragar, rebocar e também retirar o peso da carga, tomando cuidado para não desequilibrar o navio Foto: Reuters

John Denholm, presidente da Câmara de Navegação do Reino Unido, disse anteriormente à BBC que a transferência da carga para outro navio ou para a margem do canal envolveria trazer equipamentos especializados, incluindo um guindaste que precisaria ter mais de 60 metros de altura.

“Se seguirmos essa estratégia de deixar o navio mais leve, suspeito que o tempo para o desencalhe seja de semanas”, disse Denholm.

A imagem à esquerda mostra navios esperando para passar pelo Canal de Suez no domingo, 21 de março. A imagem à direita mostra os barcos na quinta-feira, 25 de março, dois dias depois que o Ever Given encalhou Foto: Reuters
A imagem à esquerda mostra navios esperando para passar pelo Canal de Suez no domingo, 21 de março. A imagem à direita mostra os barcos na quinta-feira, 25 de março, dois dias depois que o Ever Given encalhou Foto: Reuters

Os primeiros relatos diziam que o navio de 400 metros e 200 mil toneladas bateu na margem em meio a fortes ventos e uma tempestade de areia que afetaram a visibilidade. No entanto, Rabie afirma que as condições meteorológicas não foram “os principais motivos” para o encalhe do navio.

“Pode ter havido problemas técnicos ou erro humano”, diz, sem dar detalhes. “Todos esses fatores (que levaram ao problema) serão esclarecidos na investigação.”



Fonte: Época - BBC News Brasil



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Primeiros socorros: o que fazer quando o seu pet precisa de ajuda

Leia Mais