Medicina Verde

Caqui faz bem para o coração: veja 8 benefícios da fruta

Compartilhe:     |  18 de julho de 2020

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O caqui é um fruto originário da China e do Japão, mas se adaptou rapidamente no Brasil devido ao clima tropical. Há vários tipos de caqui disponíveis para consumo. Mas, todos são semelhantes ao formato do tomate e apresentam grande quantidade de água em sua composição.

O sabor é adocicado e sua textura pode variar de macia a firme. A casca costuma ser bem delicada. Os caquis com a consistência mais mole contêm uma substância conhecida como tanino e podem dar aquela sensação de “amarrar a boca” porque inibem a saliva. Por isso, devem ser consumidos mais maduros. O caqui possui cerca 70 kcal em 100 g e é rico em nutrientes importantes para o organismo.

A fruta de casca vermelha alaranjada brilhante é uma excelente fonte de vitamina A, C e fibras. Possui também sais minerais como cálcio, ferro e fósforo, magnésio, manganês e zinco. E contém também licopeno, betacaroteno e grande quantidade de frutose (açúcar) por isso costuma ser uma fruta bastante doce.

Veja, a seguir, os benefícios de incluir o caqui com frequência na alimentação.

  1. Faz bem para o coração

Consumir caqui regularmente pode ajudar a manter a saúde cardíaca. A fruta contém antioxidantes, o que reduz o risco de doenças no coração. Sabe-se que essas substâncias previnem o desenvolvimento de aterosclerose coronariana (acúmulo de placas de gorduras nas artérias). Além disso, esses compostos diminuem a pressão arterial e reduzem o colesterol ruim (LDL) do organismo, que são fatores de risco para o surgimento das doenças cardiovasculares. Um estudo realizado com mais de 98 mil pessoas comprovou que as pessoas que ingeriam maior quantidade de flavonoides (antioxidantes) tinham 18% menos chances de morrer devido aos problemas cardíacos.

  1. Melhora o funcionamento do intestino

O alimento possui muitas fibras em sua composição —em 100 g há 6,5 g. Por isso, consumir caqui regularmente faz bem para o intestino. Isso porque as fibras são responsáveis em dar mais consistência ao bolo fecal, o que facilita a eliminação das fezes. Mas, é importante beber bastante água para que ocorra esse benefício.

  1. Ajuda a controlar a pressão arterial

A fruta possui o betacaroteno, que ajuda a manter e regular a pressão arterial. Além disso, é fonte de potássio e esse nutriente expande os vasos sanguíneos e relaxa os músculos, o que também proporciona o controle da pressão exercida pelo sangue contra a parede das artérias.

  1. Faz bem para a visão

Por possuir luteína e zeaxantina, o caqui pode reduzir o risco de algumas doenças oculares, incluindo a degeneração macular relacionada à idade, um problema de saúde que afeta a retina e pode causar perda de visão. Além disso, a presença de vitamina A na fruta contribui para o funcionamento da córnea.

  1. Aumenta a imunidade

Devido à presença da vitamina C e licopeno, consumir caqui estimula a produção de glóbulos brancos, células que fazem parte do sistema imunológico e que tem a função de combater micro-organismos e estruturas consideradas estranhas ao corpo. E por se rico em antioxidantes, vitamina C e E, ele ajuda na melhora da imunidade.

  1. É indicado para gestantes

As gestantes também podem consumir caqui e desfrutar de seus benefícios. A fruta apresenta vitamina A, essencial para o crescimento e desenvolvimento do feto. Por ter muita fibra, ele é excelente para o trânsito intestinal irregular e evita a prisão de ventre, que costuma ser comum em grávidas.

  1. É um aliado dos praticantes de atividade física

O caqui possui alto teor de açúcar, o que o torna uma fruta energética. Além disso, o potássio do caqui ajuda a repor esse mineral que foi perdido no suor de quem pratica atividade física. Por fim, a quantidade de fibras dos caquis dá mais saciedade, o que pode contribuir para a perda de peso.

  1. Combate o estresse oxidativo

O caqui possui betacaroteno, que atua como antioxidante e combate a formação de radicais livres. Isso retarda os danos celulares e o estresse oxidativo do organismo. Essa condição pode ser associada a algumas doenças crônicas como câncer, demências e diabetes.

A fruta também possui vitamina C que também é um antioxidante. Além disso, possui flavonoides e vitamina E que também são potentes antioxidantes que combatem a inflamação no corpo. Devido a sua cor avermelhada, o caqui é rico em licopeno, uma substância anti-inflamatória e anticancerígena, que ajuda a prevenir doenças crônicas.

Benefício em estudo

– Pode combater a artrite: um estudo realizado em ratos mostrou que o caqui pode ser eficaz no combate a inflamação causada pela artrite reumatoide. Os pesquisadores concluíram que esse benefício ocorre devido à presença dos antioxidantes da fruta. Ainda não foram realizados estudos em humanos para comprovar esse benefício.

Contraindicações e riscos

O caqui não traz riscos à saúde, mas deve ser consumido com moderação por quem tem diabetes, pois há grande concentração de glicose e frutose.

É importante evitar consumi-lo com estômago vazio ou em grandes quantidades, pois isso pode acarretar diarreia por conta da substância tanino presente na fruta.

Na hora da compra, escolha os caquis sem rachaduras, firmes e de cor uniforme. Se a fruta estiver madura, o ideal é armazená-la em um local fresco ou na geladeira.

Formas de consumo

É indicado consumir o caqui in natura. É possível comer a fruta com casca, mas nesses casos é preciso redobrar a atenção na higienização.

Por ser uma fruta versátil, ela pode ser ingredientes de diversas preparações. O caqui pode fazer parte de receitas de cremes, bolos, tortas, molhos, geleias, sorvetes e musses.

Quem gosta de inovar, pode usar a fruta em receitas que levem carnes, panquecas ou pães doces. O caqui também costuma ser usado na produção de vinagre, já que tem uma ótima fermentação.

Se optar pelo suco, a recomendação é beber logo após o seu preparo, pois a demora do consumo pode causar a perda de parte das vitaminas do caqui e alterar até mesmo o seu sabor.

Fontes: Elizabete Borges da Silva, nutricionista do Hospital Sírio-Libanês; Thaís Sarian, nutricionista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz; Mariana Cruz, nutricionista do Hospital Sepaco e Marcelo Cássio de Souza, nutrólogo do Hospital Moriah.



Fonte: Viva Bem - Samantha Cerquetani



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