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Características genéticas são responsáveis pelas possíveis brigas entre as espécies

Compartilhe:     |  11 de novembro de 2019

O ditado popular diz que cães e gatos não costumam se dar muito bem entre si. A verdade é que o estranhamento de uma espécie com a outra tem algumas explicações (spoiler: a culpa é sobretudo dos cachorros), mas a boa notícia é que o convívio pacífico é possível.

Os cães são descendentes de lobos, que têm um forte instinto de caça. A captura de outros animais para alimentação era a única forma de sobrevivência, até que alguns deles passaram a se aproximar do homem para garantir seus restos de comida. Os humanos, por outro lado, perceberam o benefício dessa relação, uma vez que esses animais os protegiam, além de serem uma boa companhia. Domesticados, viraram o melhor amigo do homem, mas não perderam o instinto predatório.

Esse sentido de caça é ativado pelo cachorro ao se deparar com animais menores, acreditando que eles são presas. Mas por que a rivalidade parece piorar com os gatos? Uma explicação é o comportamento dos felinos, que percebem a ameaça canina e instintivamente ficam com pelos arrepiados ou saem correndo. Ou seja, agem como a presa que os cachorros acham que eles são, encorajando o “ciclo de caça”.

A rivalidade é contornável, no entanto. Não é preciso pesquisar muito para achar registros de cães e gatos que são melhores amigos. Alguns gatos são mais ousados e inclusive viram o jogo, tirando onda com o companheiro canino. A harmonia no relacionamento pode acontecer com um processo de aproximação, habituando um animal à presença do outro. O dono deve conter condutas agressivas e incentivar a socialização entre os bichos. Quem sabe, assim, a rivalidade fique restrita apenas às histórias dos desenhos animados.



Fonte: Revista Galileu



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