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Cargill vai vender máscaras experimentais para vacas para reduzir emissão de metano

Compartilhe:     |  3 de junho de 2021

Vacas e bois produzem metano durante a digestão, um gás que aprisiona até 30 vezes mais calor na atmosfera do que o CO2. Com mais de 1,4 bilhão de vacas no mundo, a pecuária é responsável por quase 10% de todos os gases de efeito estufa gerados pela atividade humana.

Diante desses números alarmantes, a gigante da agricultura Cargill Inc. decidiu vender uma máscara capaz de absorver o metano emitido pelas vacas quando arrotam. O acessório, com uma tecnologia ainda em fase experimental, foi desenvolvido pela startup Zelp Ltd., do Reino Unido, que defende que a solução pode reduzir as emissões de metano pelas vacas em mais da metade.

As máscaras são colocados acima da boca dos animais e possuem alguns ventiladores que sugam o gás emitido pelos arrotos das vacas e prendem esse material em uma câmara com filtro que absorve o metano. Quando o filtro chega a uma capacidade máxima de armazenamento uma reação química transforma o metano em gás carbônico, que é então liberado.

A multinacional anunciou que espera oferecer esses dispositivos aos produtores de leite europeus em 2022, depois de mais uma rodada de testes. Apesar do preço do item ainda não ter sido definido, a Zelp sugere que uma taxa de assinatura anual para utilização das máscaras pode começar custando cerca de US$ 80 por animal.

A meta é produzir 50.000 unidades no primeiro ano e até 200.000 unidades no ano seguinte. A Cargill se comprometeu a reduzir em 30% suas emissões de gases de efeito estufa de sua cadeia de suplementos até 2030.



Fonte: Um só Planeta



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