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Catapora: sintomas, tratamentos e tudo o que você precisa saber

Compartilhe:     |  28 de outubro de 2018

O QUE É CATAPORA?
É o nome popular da varicela, doença infectocontagiosa causada pelo vírus varicela-zóster, que afeta principalmente menores de 10 anos.

SINTOMAS DA CATAPORA

COMO ACONTECE A TRANSMISSÃO DA CATAPORA?
A doença é altamente contagiosa. O vírus é transmitido por gotículas de tosse e espirro, que se propagam pelo ar e chegam até o nariz ou a boca de outras crianças. O mesmo acontece com objetos que são compartilhados em berçários e escolas, como brinquedos, copos e talheres. Também é possível contrair a doença a partir do contato direto com o líquido das bolhas. A transmissão começa de um a dois dias antes do aparecimento das lesões na pele.

QUAL É O TRATAMENTO DA CATAPORA?
Por ser uma doença viral, não há tratamento específico. Os medicamentos indicados são sintomáticos, como os que amenizam a febre e dores no corpo, ou anti-histamínicos, aliados no alívio da coceira. Antigamente, na tentativa de minimizar o desconforto, os pais davam banhos com substâncias diversas (permanganato de potássio, amido de milho, talco mentolado, etc.), mas isso é contraindicado. Para atenuar o coça-coça, recomendam-se banhos e compressas mornos. A literatura médica também considera benéficos os banhos de aveia coloidal (uma farinha extrafina produzida sem produtos químicos), porque ela hidrata e acalma a pele. Mas, atenção: só o pediatra do seu filho é que pode receitá-la, além de orientar como usar.

COMO EVITAR QUE A CRIANÇA COCE?
Esse é um cuidado fundamental já que mexer nas feridas, além de deixar marcas, facilita as infecções bacterianas. Por isso, tenha paciência para conversar muito com o seu filho. Instruir é sempre o melhor caminho, principalmente com os maiores. Para os mais novos, é importante manter as unhas aparadas e incentivar que lavem as mãos com frequência – esse comportamento minimiza o risco de infecções.

Catapora (Foto: Thinkstock)

QUANDO HÁ MAIS CASOS DA DOENÇA?

A maior incidência é de setembro a dezembro. Isso porque o aumento da temperatura favorece a proliferação do vírus no ar. Mas a contaminação também pode ocorrer nos outros meses, embora com menor frequência.

EM QUAL IDADE A CATAPORA É MAIS COMUM?
Nas crianças de até 10 anos, sendo que de 1 a 4 é ainda mais frequente. Nessa fase, seu filho pode ficar suscetível porque ainda não foi vacinado ou não teve nenhum contato com o vírus. Os bebês menores de 1 ano estão protegidos pelos anticorpos que receberam da mãe. Quem já teve a doença alguma vez na vida fica imune para sempre.

COMO PREVENIR CATAPORA?

Sim, com a vacina! Entre 15 meses e 4 anos, a criança deve receber uma dose da vacina tetraviral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e catapora. Ela está disponível na rede pública de saúde. A segunda dose contra o vírus da catapora pode ser dada três meses depois. Esse reforço, no entanto, não está no calendário de vacinação do SUS (é encontrado apenas na rede particular por R$ 200, em média), mas é recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações para aumentar a proteção da criança. Vale lembrar que mesmo quem recebeu a vacina pode pegar a doença, mas com sintomas mais brandos. Caso seu filho esteja infectado, não compartilhe objetos e não o leve à escola, para que outras crianças não se contaminem. Se tiver mais de uma criança em casa, evite o contato da que está saudável com as feridas da doente. Também tenha o cuidado de separar alguns itens do dia a dia, como talheres, brinquedos e louças, para uso exclusivo de quem está com a catapora.

A CATAPORA PODE TER COMPLICAÇÕES?
Na maioria das vezes não. Apenas pessoas com defesa imunológica baixa (com câncer ou portadores de HIV, por exemplo) podem ter complicações como pneumoniameningite, encefalite, otite e infecções de pele secundárias.

Vacina em menores de 2 anos deve ser a de dose padrão (Foto: ThinkStock)

GRÁVIDA PODE PEGAR CATAPORA?
É importante a gestante evitar o contato com pessoas infectadas, principalmente se nunca teve a doença antes ou se não recebeu a vacina. A catapora durante a gravidez pode levar ao aborto. Se o bebê sobrevive, há risco de lesão fetal, malformações congênitas e baixo peso ao nascer. A doença também traz complicações graves para a gestante, como pneumonia. Então, busque orientação profissional imediata se você entrou em contato com alguém infectado. O acompanhamento médico é essencial nestes casos. Quem pretende engravidar e nunca foi vacinada nem teve a doença na infância deve se imunizar até um mês antes da concepção.

Fontes: Alessandra Ramos Souza, pediatra do Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais da Unifesp; Erica Regina Cruz Paulino, pediatra do Hospital Edmundo Vasconcelos (SP) e Francisco Lembo, pediatra e coordenador de pediatria do Hospital Samaritano (SP).



Fonte: Revista Crescer - Juliana Duarte



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