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O equipamento está sendo submetido a testes de laboratório. Se for aprovado, ele seguirá para os testes em campo

A Marinha dos Estados Unidos se uniu à empresa Hitron Technologies, especializada em artigos militares, para criar um drone projetado exclusivamente para matar filhotes de pássaros. Protegidos em seus ninhos e cuidados por seus familiares, esses animais serão mortos por privação de oxigênio.

A razão para condenar as aves a essa morte tão sofrida tem relação com o histórico de colisões de pássaros com aeronaves. Para evitar acidentes nas proximidades dos campos de aviação, a Marinha optou por impedir a sobrevivência desses animais.

Atualmente, o drone está sendo submetido a testes de laboratório. Se for aprovado, ele seguirá para os testes em campo.

Criados para caçar ninhos em um determinado raio de distância dos campos de treinamento da Marinha, os drones são programados para borrifar uma espécie de óleo nos ovos dos pássaros. De acordo com o portal Futurism, essa substância torna a casca mais grossa, impedindo a eclosão e matando os filhotes por meio da dolorosa asfixia.

A decisão de não destruir os ovos de maneira literal se deu para impedir as aves de botarem novos ovos até o final do período reprodutivo. Isso porque os pais dos filhotes, ao verem os ovos, serão enganados e acreditarão que os filhotes irão nascer. Por isso, continuarão cuidando deles ao invés de se reproduzirem novamente.

Além de ser cruel, a iniciativa é questionada por especialistas em “oiling”, como é denominada a técnica. Eles afirmam que para que não ocorra a eclosão dos ovos é necessário lubrificar completamente os ovos, inclusive a parte inferior deles, e questionam se um drone conseguiria executar essa ação.

Outro alerta foi feito pelo chefe de ecologia da Sociedade Real para a Proteção de Aves do Reino Unido em relação aos problemas que a técnica pode gerar para as aves adultas que cuidam dos ovos.

“A lubrificação do ovo pode causar problemas de bem-estar para as aves adultas e, além disso, a lubrificação precisa ser feita com cuidado”, disse Graham White ao portal New Scientist.

Há risco também da aproximação dos drones perturbar as aves adultas, que, num instinto de proteção, podem reagir, iniciando o que White chamou de “guerra” entre pássaros e máquinas.

“Gaivotas adultas provavelmente atacariam o drone, arriscando a si mesmas e ao drone”, alertou.

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