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Cearte e Projeto Canguru firmam parceria para aulas de dança com bebês

Compartilhe:     |  31 de maio de 2019

O Centro Estadual de Arte firmou pareceria com a coordenação do Projeto Canguru, desenvolvido na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com o intuito de oferecer aulas de dança para bebes de zero a 24 meses. O Cearte fará uma aula aberta no dia 15 de junho, a partir das 9h, no Espaço Cultural, para quem desejar conhecer o método.

O objetivo das aulas do Projeto Canguru é auxiliar os pais e bebes nos estímulos iniciais, inserindo um universo lúdico através da dança, mas também com contação de histórias, teatro e circo.

O projeto Canguru começou em 2014, na UFPB, a partir da vivência da professora Juliana Ribeiro com o projeto de Musicalização Infantil. “Em 2013, vivi com minha filha o projeto de Musicalização Infantil e tive vontade de fazer um projeto parecido, mas que fosse voltado para a dança. E junto com isso veio uma vontade de pesquisar a movimentação dos bebês nessa idade e, principalmente, pesquisar uma metodologia de ensino de dança para essa faixa etária”, conta Juliana, hoje coordenadora do Projeto Canguru.

O primeiro ano foi a busca e a descoberta de como trabalhar com uma faixa etária tão inicial e só no ano seguinte (2015) foi possível estabelecer um método claro. “No projeto, a gente tenta valorizar que a movimentação seja dos dois, tanto do bebê quanto do adulto. Então o bebê propõe e o adulto também propõe o movimento. É na interação entre o bebê e o adulto que acontece a dança”, explica.

“Em 2014, no primeiro semestre, só tínhamos uma turma de zero a 12 meses, e já no segundo semestre precisamos abrir a segunda turma de 13 a 24 meses, cada turma com 15 crianças”, conta a coordenadora. O projeto ainda tentou expandir para crianças de dois a três anos, mas recuou por considerar que as fases de desenvolvimento são muito diferentes.

Além da motivação inicial surgida da interação com a própria filha, Juliana considera que a sua formação na Faculdade Angell Vianna teve influência essencial nesse trabalho. A escola Angell Vianna, com sede no Rio de Janeiro, foi fundada pela bailarina Maria Ângela Abras Vianna também coreógrafa e pesquisadora. Com formação acadêmica e artística em ballet clássico, Artes Plásticas, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, e Música com o Maestro Francisco Masferrer. Angell e Klauss Vianna, seu marido, ajudaram a implementar o primeiro curso superior de dança no Brasil.

“O trabalho da Angell Vianna é de conscientização do movimento. Então antes dela querer fazer que qualquer pessoa dance, ela quer que essa pessoa entenda quem é. Quais são as suas facilidades, dificuldades, o que o corpo carrega de história”, explica Juliana. “Então, no canguru, essas interações são possíveis porque olhamos para o bebê e entendemos que ali tem coisas que eu preciso aprender, ao mesmo tempo que também podemos oferecer algo”, frisa. “A gente constrói essas aulas juntos. Tanto os pais quanto os bebês são protagonistas na aula. E isso tem muito a ver com o trabalho da Angel e do Klauss Vianna, onde está a base do trabalho”.

Processo lúdico

Em relação ao desenvolvimento dos bebês a partir das aulas do Projeto Canguru, Juliana argumenta que é difícil mensurar o que o Canguru possibilita.

“A nossa proposta é que esse primeiro desenvolvimento já tenha a arte como um alicerce. Fazer com que essa criança, já nas primeiras interações, tenha um trabalho estético artístico e criativo junto com o adulto. Por que o adulto é tão importante? Porque é na interação que o bebê vai se desenvolvendo. Esse adulto aprende a brincar e ajuda que essa criança se desenvolva. Então não se trata de fazer com que ele ande mais rápido ou faça coisas numa velocidade mais acelerada. Ele vai passar pelo mesmo desenvolvimento, pelo mesmo tempo, mas com mais qualidade”, pontua.

A técnica

As aulas são conduzidas através de uma narrativa, usando metáforas e fazendo com que os bebês e os pais se movimentem. Assim é criada a possibilidade corporal, com a intenção mesmo de quebrar qualquer conceito de certo e errado e onde cada um acabe inventando o seu próprio jeito. “O que é muito legal disso tudo é que essa dinâmica vai para casa. Tem muitos relatos dos pais que dizem que ficam continuando a aula em casa. Eles começam a ver que todos os matériais de casa são possíveis para estimular e brincar com o bebê”.

Espaço para as mães

Para além do foco nos bebês, o projeto acabou também atingindo as mães. “É extremamente importante a socialização dessa mãe que está dentro de casa e que não está mais em contato com outras pessoas. E quando ela encontra outras mães que estão vivendo o mesmo processo ou que veem crianças maiores, trocam informações, esse momento de socialização é muito positivo”, ressalta Juliana.

Matrículas

As matrículas para as aulas no Cearte serão realizadas a partir do dia 09 de julho e as aulas iniciam dia 06 de agosto. Inicialmente serão oferecidas duas turmas de 15 alunos, com aulas de 50 minutos cada, acontecendo simultaneamente. Cada turma terá um professor, um monitor e um aprendiz.

 

Serviço

Aula Aberta – Projeto Canguru

Dia: 15/06

Hora: 9hs

Local: Espaço Cultural

Informações: (83) 3214-2923 ou 3221-4504.



Fonte: Secom-PB



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