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Centro da Terra ‘esconde’ quatrilhões de toneladas de diamantes

Compartilhe:     |  18 de julho de 2018

Cerca de um quatrilhão de toneladas da pedra preciosa foi achado em parte terrestre conhecida como ‘raízes dos crátons’; extração das rochas foi considerada inviável pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts

Equipe de cientistas encontrou um tesouro de diamantes escondido no interior do planeta Terra. Segundo estimativa, pode haver mais de um quatrilhão de toneladas da pedra preciosa ‘escondido’. A descoberta foi realizada pelo Departamento de Ciências Terrestres, Atmosféricas e Planetárias do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que destacou que haveria diversas dificuldades na extração do material. As informações são do Daily Mail .

O pesquisador do MIT, Ulrich Faul, explicou que o tesouro de diamantes está enterrado a uma profundidade tão grande, que considera “quase impossível” a extração das pedras preciosas. Faul afirmou que as rochas estão a 160 mil metros abaixo da superfície da Terra, em uma parte antiga da crosta terrestre conhecida como ‘raízes dos crátons’.

“Os diamantes são feitos de carbono puro, formados sob calor e pressão ao longo de muitos milhões de anos. Esse tesouro está muito abaixo da superfície terrestre, abaixo das placas tectônicas, e, por isso, acreditamos ser inviável retirá-lo de lá. Não temos equipamentos apropriados que alcancem o local onde as pedras estão”, elucidou.

Tesouro de diamantes ajudou na identificação de terremotos

Faul acrescentou que a equipe está surpresa pela quantidade encontrada, e por evidenciar que, ao contrário do que muitos pensam, os diamantes não são raros. “Isso mostra que essas pedras não são minerais exóticos; na escala geológica, são relativamente comuns”, destacou.

Ao entenderem a relação entre as ondas sonoras detectadas no estudo e como certas rochas as absorvem, os cientistas conseguiram analisar os dados, identificando, assim, as toneladas de diamantes abaixo da crosta terrestre. O método de análise foi executado por eles em pesquisas anteriores sobre a litosfera.

“O projeto foi ampliado com um mistério acerca das ondas sonoras. Identificamos que havia algo estranho devido ao fato de as velocidades medidas serem mais velozes do que as normalmente previstas em nossas estimativas. Com isso, criamos um modelo tridimensional que identifica ondas sísmicas que percorrem as ‘raízes de crátons’, e descobrimos o tesouro de diamantes . Apenas um tipo de rocha produziu o pico de som apropriado. Essas pedras são especiais e fascinantes de diferentes maneiras, principalmente por sua velocidade sonora ser duas vezes mais rápida que na olivina, mineral dominante nas rochas do manto superior”, conclui o cientista do MIT.



Fonte: Último Segundo - iG



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