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Chapada das Mesas, no Maranhão, abriga cachoeiras e montanhas preservadas

Compartilhe:     |  11 de julho de 2015

Nesta sexta-feira (10), o Tô de Folga te leva para conhecer o Maranhão. O estado é famoso por tradições folclóricas como o boi bumbá e pelos cenários de cinema dos lençóis maranhenses, mas o Maranhão tem muito mais belezas naturais do que a maioria dos brasileiros imagina.

O repórter Mauro Anchieta, da TV Bahia, em Salvador, foi conhecer uma região de cerrado que guarda cachoeiras, montanhas, matas preservadas e emoções fortes para quem gosta de aventura: a Chapada das Mesas, no sul do Maranhão. Veja como foi o passeio:

“É no aeroporto de Salvador que a nossa viagem começa. Como se trata de um destino ainda não muito conhecido no restante do Brasil, a expectativa para essa viagem é maior ainda.

São duas horas de voo até Brasília, e depois mais uma até Imperatriz, no oeste maranhense.

Imperatriz fica bem na divisa, do lado de lá do rio Tocantins. Bonito aqui, mas o nosso destino no Tô de Folga fica a 220 quilômetros, e agora a gente vai pegar a estrada porque tem muito chão pela frente.

A saída de Imperatriz rumo ao sul do estado é pela BR-010. A rodovia tem caminhão para lá e para cá o tempo todo, mas o asfalto está em dia. Depois de 90 quilômetros, pegamos outra estrada federal, a BR-23. A viagem até o município de Carolina é mais tranquila e bem mais bonita.

A gente está no coração do Parque Nacional da Chapada das Mesas, que tem esse nome por causa do formato das serras. É uma área de preservação no cerrado que se espalha por três municípios maranhenses. Para quem gosta de fotografar montanha, não falta paisagem.

São quase três horas de chão até a nossa primeira parada, a localidade de Pedra Caída, que, de cara, já convida o turista a testar a coragem. A subida de teleférico é só o começo.

Uma das maiores tirolesas do país tem 1,4 mil metros, uma das maiores do país. Pedra Caída também é o ponto de partida para várias cachoeiras e não dá para perder tempo, não.

A gente vai acompanhar um grupo de turistas até uma das mais bonitas, a do Santuário. O caminho é bem acidentado, mas uma passarela de madeira facilita bastante. O caminho já é deslumbrante, cheio de canyons, onde a água escorre pelas rochas.

A cachoeira fica escondida nas rochas, como se fosse um segredo a ser descoberto. A água despenca de uma altura de 30 metros e forma um pequeno lago.

Os turistas podem se hospedar na Pedra Caída. As diárias do casal vão de R$ 380 a R$ 820 ou apenas visitar as cachoeiras.  E agora a gente está seguindo para conhecer mais duas belezas isoladas no cerrado. São seis quilômetros de estrada de chão e muito sacolejo até a Cachoeira do Caverna, mas vale todo o sufoco do percurso. Pertinho dela, fica a Cachoeira do Capelão, que é ainda menor, mas tem uma combinação de cores muito legal.

Uma curiosidade daqui da região é que a areia dos riachos formados pelas cachoeiras tem uma cor entre o laranja e o vermelho.

Na estrada outra vez e agora seguindo para o município de Riachão. São 95 km pela BR-230 e o asfalto é bom, mas os 30 km de terra até o ponto mais próximo das cachoeiras são de doer, e com chuva então.

Bem, mas o que interessa mesmo é cachoeira e a gente vai descer agora para visitar o encanto azul. O caminho, pelo meio da caatinga, é bem acidentado, viu? A questão não é descer esses 400 metros, não, viu? O problema é subir na volta”

Mas a gente nem pensa em voltar quando chega ao Encanto Azul, que, na verdade, é uma nascente. A água é cristalina e um mergulho revela que esse cantinho é o lar de dezenas de espécies de peixes. Quem vem a Riachão também não pode deixar de fazer uma descida de 15 minutos pelas passarelas de madeira até o Poço Azul, que é de uma beleza impressionante. É uma piscina no meio das rochas onde o pessoal passa horas batendo papo e aproveitando o cenário.

Por aqui, a beleza dos paredões de pedra já deixa a gente de boca aberta. Para fechar minha temporada, um pulinho até a cachoeira de Santa Bárbara, com seus 76 metros de imponência. Os turistas admiram, fotografam e se emocionam com a força que a natureza transmite neste lugar.

A região tem mais de 150 cachoeiras. Muitas não são visitadas porque o acesso é difícil. Eu conheci algumas e posso dizer que valeu demais ter vindo. Na nossa despedida, o sol resolveu dar um presente. Só restou agradecer e dizer até breve.”



Fonte: Jornal Hoje



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