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Chimpanzés reconhecem amigos pelos seus respectivos traseiros

Compartilhe:     |  15 de dezembro de 2016

De acordo com especialistas, os chimpanzés podem reconhecer seus amigos pelas nádegas. Assim como os rostos servem como centro de informação social para os seres humanos, os glúteos cumprem esse papel para os primatas. “Faces são muito importantes para pessoas, e todas as características de nossos rostos são perfeitamente organizadas para serem vistas e comunicar”, disse Mariska Kret, neuropsicóloga da Universidade de Leiden.

A importância do reconhecimento de face entre os seres humanos é mostrada pelo efeito de inversão. Ao digitalizar uma imagem com vários objetos, a primeira coisa a ser detectada entre os seres humanos são os rostos. Já outros objetos – como um carro ou casa -, os humanos reconhecem na mesma quantidade de tempo, independentemente da sua orientação. “Nós vemos rostos tantas vezes e quase sempre na posição vertical que nossos cérebros criaram um atalho para esta categoria de imagens, sendo reconhecida de forma mais eficiente e rápida. Porém só funciona quando é vista em pé“, disse Kret.

Os pesquisadores descobriram um fenômeno semelhante entre os chimpanzés, que reconheciam as nádegas de seus companheiros com mais facilidade do que o próprio toque quando estavam na posição vertical.

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Eles acreditam que é por isso que as nádegas dos macacos, assim como os rostos dos humanos, perderam pelo durante a evolução. “No curso da evolução, nossos rostos adquiriram mais contraste: lábios vermelhos, os brancos dos nossos olhos, sobrancelhas e pele lisa que deixa tudo mais visível“, disse a especialista. “Mulheres adquiriram seios relativamente grandes e permanentes, que têm alguma semelhança com as nádegas“, acrescentou.

Não é sem razão que a face e nádegas de fêmeas primatas são livres de pelo, o que torna a pele e a cor ainda mais visíveis“, afirmou Kret. Os olhos dos primatas estão perfeitamente ajustados para as tonalidades distintivas de vermelho. É por isso que, nos seres humanos, não só as expressões faciais, tais como corar quando estamos com raiva ou vergonha, tornaram-se mais visíveis.



Fonte: Jornal Ciência - Julia Moretto



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