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China incentiva indústria e aumenta produção de carros movidos a eletricidade

Compartilhe:     |  19 de dezembro de 2014

Por Raphaela Aleixo*

Os indicadores de poluição, na China, principalmente na região norte, a mais industrializada, apontam para níveis de poluição do ar em até 20 vezes maiores do que o mínimo recomendado pela OMS, a Organização Mundial de Saúde. O tolerável é de PM 2,5 – partículas resultantes da queima de combustíveis fósseis – em 25 microgramas por metro cúbico.

Tornou-se comum, ao caminhar por metrópoles como a capital Pequim, ver pessoas usando máscaras de proteção. Atividades ao ar livre são inviabilizadas quando a poluição atinge concentrações muito elevadas, que no norte da China podem atingir mais de 400 microgramas por metro cúbico.

Dados oficiais do governo chinês apontam que, aproximadamente, mais de meio milhão de pessoas morrem por ano no país, por causa da poluição atmosférica.

No Brasil, São Paulo é a cidade que apresenta os indicadores de poluição mais preocupantes. Na capital paulistana, as concentrações chegam ao dobro do aceitável, e o principal causador disso é a frota de veículos. Na China, os carros dividem o posto de vilão com as usinas de carvão, principal combustível industrial utilizado no país asiático.

Governo adota medidas para diminuir a poluição veicular

O crescimento econômico acelerado da China teve como uma das consequências o aumento no número de veículos em circulação. País mais populoso do mundo, com 1,3 bilhão de pessoas, controlar a quantidade de carros tornou-se um problema não só para órgãos de controle de tráfego, mas também de saúde.

Cidades como Hangzhou passaram a limitar a 80 mil a quantidade de carros que podem ser vendidos por ano na cidade. Outras cidades chinesas já limitam a venda carros, como Pequim, Cantão e Xangai.

O governo chinês vem adotando medidas para incentivar a indústria automobilística a produzir mais carros movidos a eletricidade, como isenção fiscal, subsídios e aquisição de veículos oficiais abastecidos com energia limpa. Ao longo de 2014, a produção aumentou em cinco vezes, tanto de veículos elétricos quanto de híbridos, movidos também a combustíveis fósseis.

No Brasil, o mercado para veículos híbridos não representa nem 1% do total comercializado, embora haja a opção de veículos movidos a etanol, combustível mais limpo que a gasolina, obtido do bagaço da cana de açúcar.

Para minimizar os efeitos da queima de combustíveis fósseis, especialistas em manutenção veicular aconselham que se use gasolina aditivada, e que se faça manutenção preventiva regularmente.

Segundo Danilo Vasconcellos, da Dinamicar Pneus, loja de pneus no Rio de Janeiro,  “como no Brasil a opção pelo híbrido ou carro elétrico é muito limitada, indicamos a realização da manutenção periódica, como forma de reduzir o impacto ambiental causado pelos carros de passeio. Além disso, claro, deve-se evitar o uso de combustível de procedência duvidosa, que além de poluir mais, causa danos ao motor.”

Nos Estados Unidos, uma solução que está sendo desenvolvida para reduzir as emissões de poluentes é a solar roadways. Trata-se da instalação de placas que captam energia solar nas ruas e rodovias americanas, para posterior reaproveitamento em diversas finalidades. Se implementado, o sistema poderá até fornecer energia para cidades inteiras. Em Israel, um outro projeto pretende transformar a energia gerada pelo impacto dos carros no asfalto em energia limpa, com possibilidade de aplicação em locais de trânsito de pedestres.

*Raphaela Aleixo é eRaphaela Aleixostudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo para Mídias Digitais. Apaixonada por fotografia, tem 19 anos e mora no Rio de Janeiro. Trabalha atualmente na agência Fizzy Marketing Digital.



Fonte: Diário do Verde



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