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Chocolate foi unidade monetária dos maias durante um período, diz estudo

Compartilhe:     |  29 de junho de 2018

Aquela barra de chocolate que você está guardando para comer depois do almoço é valiosa, mas no ápice da civilização maia, podia ser a diferença entre ter ou não qualidade de vida. Em estudo publicado no periódico Economic Anthropology, a arqueóloga Joanne Baron, da Faculdade Bard, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, revela que o chocolate foi utilizado como moeda pelos maias por um bom tempo.

A pesquisadora analisou imagens, murais, pinturas e esculturas que retratam a civilização entre 250 d.C. e 900 d.C., período considerado clássico dos maias, e focou na forma como essas representações mostram trocas feitas no comércio e pagamentos a reis maias.

No estudo, Baron revela que, no início do período, quem dá as caras é o chocolate quente. Servida em copos de argila, a bebida já era utilizada como troca por serviços. Em um dos murais analisados pela pesquisadora, uma mulher oferece uma tigela de chocolate quente a um homem em troca de um tipo de massa de comida.

Mural mostra mulher preparando chocolate quente (Foto: Reprodução/MUSEO DE AMERICA, MADRID)

É só depois, no entanto, que o alimento parece se tornar uma espécie de moeda entre os maias. Nas obras do final do século 7 e começo do 8, as pessoas aparecem oferecendo o chocolate como pagamento e não apenas como troca. A partir desse momento surgem moedas de chocolate, geralmente grãos secos de cacau: segundo a arqueóloga, esse tipo de pagamento é retratado em cerca de 180 cenas de murais e cerâmicas feitas entre 691 d.C. e 900 d.C.

Os grãos, inclusive, aparecem em grandes quantidades em sacolas que identificam a quantidade de cacau contêm para pagamentos de taxas e impostos a líderes maias — para Baron, essa é a maior evidência de que a matéria-prima do chocolate foi utilizada como unidade monetária. “Eles aparecem coletando muito mais cacau do que o palácio consome”, disse ela em entrevista à Science.

O cacau não foi a única moeda da civilização maia e, aparentemente, não foi o suficiente para salvá-lo de seu colapso.



Fonte: Galileu



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