Dicas Ecológicas

Choque Ambiental: Saiba como você pode combater os mosquitos

Compartilhe:     |  20 de outubro de 2018

Renato Cunha e uma especialista dão dicas para melhorar a vida de uma família que sofre com os mosquitos e o calor excessivo dentro de casa.

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Renato Cunha e a arquiteta Mariana Estevão vão até a casa da Cláudia em Nova Iguaçu. Ela mandou uma mensagem pra gente dizendo que sofre com o calor excessivo dentro de casa e com a quantidade de mosquitos na região onde mora. Confira esse Choque Ambiental!

1 – COMO MELHORAR A CIRCULAÇÃO DE AR NOS AMBIENTES

ÁTICO VENTILADO – Solução para melhorar a circulação de ar nos ambientes

A ático é o espaço entre o telhado e o forro ou laje. Quando esse espaço tem altura suficiente para ser ocupado como parte da edificação, é o que costumamos chamar de sótão.

Assim como os porões nas construções mais antigas serviam para isolar a edificação do contato com o solo e proteger da umidade, o ático tem função de isolar a construção do contato com o exterior e proteger do frio e do calor. Mas para que esse recurso seja melhor aproveitado, é necessário que existam aberturas nas paredes opostas, na direção do vento predominante, garantindo a passagem do ar, o que chamamos de ventilação cruzada, e a formação de um “colchão de ar”, que promova o isolamento.

O uso de telhas termoeficientes (que também sejam de material isolante), aumentam a eficiência desse sistema.

Para que o ático da sua casa seja ventilado, identifique a direção do vento predominante e verifique a possibilidade de fazer aberturas na alvenaria, entre o telhado e o forro, assegurando-se de que não comprometa a estrutura da construção. É fundamental que existam aberturas nas duas paredes opostas para garantir que o ar circule e não tenha risco de a pressão do vento provocar “destelhamento”.

É necessária a contratação de um pedreiro para abrir os vãos nas medidas e nas posições corretas, definidas por um arquiteto, e ainda para fazer o acabamento do vão com emboço e pintura, garantindo o recobrimento dos tijolos que ficarem aparentes, restaurando as características originais das paredes.

É importante instalar telas nos vãos externos para impedir a entrada de animais. As telas podem ser executadas com peças de caibro formando uma moldura, presas com grampos metálicos às telas de alumínio com malha bem fechada. As telas emolduradas também devem ser presas com parafusos no interior dos vãos.

VENTILAÇÃO CRUZADA

A ventilação natural é uma grande aliada no resfriamento dos espaços construídos. Por isso, é uma das principais estratégias das construções sustentáveis. Essa solução consiste em retirar o ar quente dos ambientes e renovar com ar mais fresco de fora.

O vento é o deslocamento do ar que se dá pela diferença de pressão. O ar quente é mais leve e, portanto, tende a subir (podemos observar isso dentro de uma sauna… À medida que subimos os degraus, a sensação de calor é maior) e o ar frio é mais pesado e, por isso, tende a descer (portanto, os aparelhos de ar condicionado devem ser posicionados no alto).

Sabendo que o ar quente tende a subir e o ar frio a descer, podemos criar uma corrente de vento constante no edifício, sem precisar utilizar energia elétrica.

O ático é a última parte do edifício, onde fica o telhado. O telhado fica diretamente exposto ao sol, armazenando uma quantidade muito grande de calor nos dias quentes. Se essa cobertura não tiver nenhuma abertura para o exterior, acaba transferindo parte desse calor para dentro da construção, aquecendo o ambiente e demandando energia elétrica para o resfriamento. É por isso que se faz necessário, na arquitetura bioclimática, criar aberturas na parte superior do edifício a fim de gerar uma ventilação natural, com a saída do ar quente para a entrada do ar fresco.

Dicas para melhorar a ventilação na casa:

– janelas com grandes vãos aumentam bastante a ventilação dos cômodos;

– janelas maiores sempre aumentam a possibilidade de promover mais a circulação de vento na casa;

– para fazer uma ventilação cruzada, o ideal é poder criar uma corrente de ar com uma porta ou com outra janela ao lado oposto;

– para ter mais privacidade, escolha modelos de janelas com uma “bandeira” superior. Nesse caso, o ideal é escolher modelos de janela com bandeira superior (basculante): assim mantém-se a renovação de ar dentro de casa. A bandeira pode ser com abertura opcional ou em veneziana. Dessa forma, a circulação ocorre pelo vão proporcionado pela bandeira, evitando as rajadas de vento que podem ocorre com a janela totalmente aberta. Portas com bandeiras ou aberturas de ventilação também ajudam. Da mesma forma, utilizar portas com bandeiras superiores ou vãos acima das portas internas garante a circulação do ar sem afetar a privacidade dos moradores.

E lembre-se: para garantir a eficiência de um bom sistema de ventilação, é necessário aplicar soluções que minimizem a incidência solar dentro de casa.

2 – COMO EVITAR E COMBATER MOSQUITOS EM CASA E NO QUINTAL

O Aedes aegypti é um mosquito doméstico. Ele vive dentro de casa e perto do homem. Com hábitos diurnos, o mosquito se alimenta de sangue humano, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer. A reprodução acontece em água limpa e parada, a partir da postura de ovos pelas fêmeas. Os ovos são colocados em água limpa e parada e distribuídos por diversos criadouros.

Por isso, união, estados, municípios e a sociedade devem trabalhar juntos para a eliminação dos focos do mosquito Aedes aegypti. A orientação da campanha é para que toda família determine o sábado como dia de combate aos focos do Aedes. Em menos de 15 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada – ambiente propício para procriação do Aedes aegypti.

Como evitar o aparecimento do mosquito:

•mantenha a caixa d’água bem fechada e coloque uma tela no ladrão;

•mantenha tonéis e barris de água bem tampados;

•lave semanalmente por dentro, com escova e sabão, os tanques utilizados para armazenar água;

•coloque areia dentro de todos os cacos de vidro dos muros que possam armazenar água;

•remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas;

•não deixe água acumulada sobre a laje;

•faça sempre a manutenção de piscinas ou fontes utilizando os produtos químicos apropriados;

•os vasos sanitários fora de uso eventual devem ser tampados e verificados semanalmente;

•bandejas de geladeira também podem acumular água. Fique atento;

•encha os pratinhos de vasos de plantas com areia até a borda;

•outra opção para os pratinhos de plantas é lavá-los com escova, água e sabão uma vez por semana. Avalie também a possibilidade de eliminar os pratinhos, se possível;

•troque a água dos vasos de plantas aquáticas e lave-os com escova, água e sabão uma vez por semana;

•mantenha as garrafas com a boca virada para baixo, evitando o acúmulo de água;

•coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada;

•feche bem os sacos de lixo e deixe-os fora do alcance de animais;

•pneus devem ser acondicionados em locais cobertos;

•se o ralo não for de abrir e fechar, coloque uma tela fina para impedir o acesso do mosquito à água;

•lonas usadas para cobrir objetos ou entulhos devem ser bem esticadas para evitar poças d’água;

•limpe sempre a bandeja do ar-condicionado para evitar o acúmulo de água.

Como eliminar os focos:

•lavar as bordas dos recipientes que acumulam água com sabão e escova/bucha;

•jogar as larvas na terra ou no chão seco;

•para grandes depósitos de água e outros reservatórios de água para consumo humano é necessária a presença de agente de saúde para aplicação do larvicida;

•em recipientes com larvas onde não é possível eliminar ou dar a destinação adequada, colocar produtos de limpeza (sabão em pó, detergente, desinfetante e cloro de piscina) e inspecionar semanalmente o recipiente, desde que a água não seja destinada ao consumo humano ou animal. Importante solicitar a presença de agente de saúde para realizar o tratamento com larvicida.

Recomendações de utilização da água sanitária:

A água sanitária também poder ser utilizada no combate às larvas. Mas é importante lembrar que ela NÃO PODE ser utilizada em recipientes usados para armazenamento de água para consumo humano e de animais. Recomenda-se a utilização de água sanitária pela população nos seguintes criadouros:

LOCALTRATAMENTO

Vasos sanitários que não são de uso diárioAdicionar 1 colher de chá (5ml) de água sanitária

Caixa de descarga sanitária que não é de uso diárioAdicionar 2 colheres de sopa (30ml) de água sanitária

Ralos externos (captam água de chuva e de limpeza) e internosAdicionar 1 colher de sopa (15ml) de água sanitária

Tambores de armazenamento (200 litros) de água não utilizada para consumo humanoAdicionar 2 copos americanos (400ml) de água sanitária

Bromélias, bambus e plantas que possam acumular água1 colher de café (2ml) para cada litro de água e preencher nos locais onde acumulam água

O tratamento deve ser repetido semanalmente, preferencialmente em dia fixo, de modo a garantir que a solução continue efetiva no combate às larvas.

Mais detalhes sobre dengue, chikungunya e zica: http://combateaedes.saude.gov.br/pt/tira-duvidas#mitos-e-verdades.

3 – COMO MONTAR UMA HORTA CASEIRA

Você já se questionou como fazer uma horta orgânica? É mais simples do que muitos pensam. Ela pode ser feita em um vaso e até mesmo em garrafas recicladas, organizadas em uma horta vertical que pode aproveitar o espaço ocioso. A ideia principal é que, independente do espaço disponível, qualquer pessoa possa fazer horta em casa, seja ela em um jardim ou numa sacada de apartamento.

1. Escolha do local: É importante definir onde ela ficará e o local deverá receber luz solar, sempre que possível, de 5 a 6 horas por dia, além de estar protegida contra o vento, sol direto e em local de fácil acesso.

2. Organizar o canteiro: Ao plantar diretamente no solo, é necessário estar atento à organização do canteiro e observar se o solo estará sustentado de alguma maneira. Utilizar blocos, tijolos, pneus ou qualquer outro material que a criatividade permitir ao redor do canteiro, é uma alternativa para combater a erosão. Para montar uma horta em espaços menores, é necessário pensar no uso de recipientes práticos e adaptáveis ao seu espaço. Vasos e jardineiras são boas opções para decorar o ambiente.

3. Preparar o solo: O solo deve ser fértil e “fofo” para facilitar a entrada de nutrientes. Existe a preocupação com irrigação, que deve mantê-lo úmido, mas nunca encharcado, para que não ocorra a proliferação de fungos ou bactérias. Para a manutenção nutricional do solo, é possível utilizar diversos adubos feitos com o próprio lixo orgânico, pelo menos uma vez ao mês.

4. Iniciar a plantação: Compre temperos maiores em caixa de 15 mudas ou utilize sementeiras que podem ser feitas de isopor para cultivar suas mudas, e após o desenvolvimento de folhas definitivas, realize o transplante para o solo ou vaso. Entre os alimentos que são de fácil cultivo, a maioria pertence ao cardápio do brasileiro, como a alface, o almeirão, a couve, a cebolinha, o manjericão, a salsa, a hortelã e a cenoura. Cabe apenas oferecer o básico para que a planta se desenvolva com vigor: água, luz e um solo saudável.

5. Controle de pragas: As principais pragas encontradas em hortas, tanto em vasos quanto em ambientes maiores, são pulgões, lagartas e lesmas. Um inseticida natural muito utilizado e eficiente é o óleo de Neem, ideal para o combate de insetos em sua fase larval. Durante o desenvolvimento das plantas, é preciso capinar o solo e retirar ervas daninhas que competem por nutrientes. Para algumas espécies, caso seja necessário, é indicado realizar poda, para que não cresçam sem um direcionamento, ou utilizar estacas.

6. Colheita e renovação do canteiro: O tempo para colher um vegetal varia de acordo com a espécie e pode ser influenciado pela época do ano, pela qualidade do solo, nutrientes, irrigação, eventuais pragas ou doenças. É comum que os pacotes de sementes venham com a previsão de colheita indicada na embalagem, mas este não deve ser um fator limitante em uma horta caseira. A planta não precisa estar no seu desenvolvimento máximo para iniciar a colheita. Isso pode proporcionar algumas vantagens, como o incentivo para que a planta cresça mais e a liberação de espaço para o desenvolvimento das plantas vizinhas, além de maior rapidez de consumo da sua horta orgânica.

Em meio a todas as vantagens, ainda vale apontar que o cultivo de uma horta caseira não é complicado: dedicando tempo aos cuidados com irrigação e adubagem, observando a saúde das plantas e atentando-se para as necessidades de cada espécie, é possível obter alimentos de qualidade que podem fazer toda a diferença na alimentação da sua família.

Ferramentas básicas:

Ainda que a horta seja pequena, será necessário o uso de algumas ferramentas básicas ou terá suas tarefas dificultadas. São itens simples e conhecidos, ainda que você não esteja muito familiarizado com o hábito de plantar. São eles:

– ancinho (que penteia o solo para receber as sementes após o processo da sementeira);

– pá de plantar;

– pá larga para transplante de mudas;

– regador jato fino ou chuveiro;

– enxada grande/pequena (para cavar);

– tesoura de poda;

– faca de colheita.

Durante o processo de cultivo (plantio/desenvolvimento/colheita), você precisará de alguns materiais indispensáveis para o desenvolvimento da horta, tais como:

– adubo orgânico;

– substrato;

– balde;

– carrinho de mão ou cesto para colheita (caso a horta seja grande, pois precisará transportar os materiais).



Fonte: G1 - Como Será



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