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Ciência revela seis exercícios para não engordar apesar dos genes

Compartilhe:     |  14 de agosto de 2019

Novo estudo com 18.000 pessoas identifica o ‘jogging’ e outras cinco atividades como os melhores exercícios para controlar a obesidade

Em 2015, a revista Nature confirmou que a genética é o fator que mais influencia no sobrepeso e na obesidade, acima da dieta e do exercício. Mas para controlar o armazenamento excessivo de gordura muitos especialistas preferem mudar os hábitos de dieta e acabar com o sedentarismo.

Agora, um novo estudo feito pela Universidade de Taiwan revela quais são as atividades mais eficazes para deter essa doença crônica, que somente na Espanha afetava 24 milhões de pessoas em 2016.

A pesquisa foi elaborada em 18.000 pessoas de 30 a 70 anos, que fazem parte de uma base de dados chinesa de pesquisa biomédica.

Publicado na revista PLoS Genetics, o trabalho confirma que praticar jogging (correr mais pausadamente) é a melhor forma de controlar a obesidade, seguida de outros esportes como o ciclismo de montanha, a caminhada, a marcha atlética, certas modalidades de dança e ioga.

“O ciclismo e a natação não diminuem a predisposição à obesidade”

Segundo os autores, esses esportes ajudam a reduzir o índice de massa corporal (IMC) em indivíduos cuja genética os torna mais propensos a ter um peso excessivo. Mas devem ser praticados regularmente, ou seja, três vezes por semana durante, pelo menos, 30 minutos.

Por outro lado, atividades como o ciclismo, os alongamentos e a natação não evitam os efeitos da genética sobre a obesidade. “Os alongamentos consomem menos energia e a natação estimula o apetite”, diz Wan-Yu Lin, principal pesquisador do estudo.

Genética da obesidade

Para analisar os fatores que influenciam na obesidade, as pesquisas anteriores só levavam em consideração o IMC. “Até agora se examinava só esse fator porque é fácil de calcular, mas levando em consideração somente o peso e a altura se exclui a porcentagem de gordura que existe no corpo”, acrescenta Wan-Yu Lin.

O estudo considerou outros quatro indicadores de obesidade que também estão ligados a problemas do metabolismo. Focou fundamentalmente em cinco medidas: perímetro da cintura e quadril, IMC, porcentagem de gordura corporal e relação entre cintura e quadril.

Ainda que o problema da obesidade seja complexo e multifatorial, esse novo estudo aponta o tipo de atividade física mais recomendável às pessoas afetadas por essa doença, que significa uma das maiores complicações de saúde no mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sobrepeso e a obesidade causam por volta de 2,8 milhões de mortes por ano no mundo.



Fonte: EL PAÍS - MARÍA MARTÍN (AGENCIA SINC)



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