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Cientista debate o impacto do barateamento da tecnologia e o desenvolvimento sustentável

Compartilhe:     |  8 de abril de 2019

“O impacto do barateamento da tecnologia e o desenvolvimento sustentável”, foi o título da palestra proferida pelo engenheiro civil e doutor em Arquitetura e Urbanismo, Orlando Villar, durante o Fórum em comemoração aos 15 anos do Espaço Ecológico, que aconteceu no último dia 22 de março, no auditório do Sebrae, em João Pessoa.

Orlando Villar explicou que, quando estudante, trocava informações através de carta e, muitas vezes, tinha que espera 15 dias até chegar a resposta. Hoje, com o avanço tecnológico, a troca de informações é feita instantaneamente e a resposta é imediata, basta um clique.

Ele mostrou que é possível construir um edifício de 30 andares, em apenas 15 dias, a exemplo do que ocorreu na China, ocupando uma área de 17 mil metros quadrados. “Logicamente, as peças são pré-fabricadas, mas montar o prédio em 15 dias não é uma tarefa simples. Isso foi em 2011, e de lá pra cá já tem mais de 50 prédios desses já feitos”, comentou.

Orlando observou que a China vai ultrapassar todo mundo em termos de avanços tecnológicos. Ele lamentou o atraso em que o Brasil se encontra em termos tecnológicos. “E olhe que na China essas tecnologias são aplicadas, sem descurar das preocupações com o meio ambiente. São mais de 30 alternativas para redução de consumo de energia. As fachadas do prédio utilizam vidros que revelam uma preocupação em diminuir o uso de ar condicionado, nos momentos de calor. As preocupações gerais de meio ambiente esses edifícios estão contemplando”, detalhou.

Segundo esclareceu Villar, a ciência busca as explicações sobre os fenômenos que ocorrem na natureza. Ele afirmou que a tecnologia é uma atividade prática – um método, instrumento ou processo que ajude a alcançar um objetivo. Já o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que atende às necessidades das sociedades atuais sem comprometer as futuras gerações, além de promove a qualidade do crescimento econômico atrelado ao desenvolvimento social e ambiental de maneira duradoura.

Na visão do cientista, o barateamento do produto e/ou serviço está associado à competitividade da empresa. Para ser competitiva, a empresa precisa constantemente de tecnologia e soluções inovadoras. “A competitividade deve estar atrelada a uma política de inovação, para que as iniciativas não fiquem ultrapassadas por conta da velocidade dos avanços tecnológicos. Entretanto, precisa ser compreendida dentro de um desenvolvimento sustentável da empresa que, por sua vez, deve estar inclusa na sua visão de futuro. Toda empresa visa ser competitiva para ter lucro, mas sempre deve estar preocupada com as questões ambientais, sociais e econômicas”, complementou.

Ele explicou que vivemos num mundo globalizado, cada vez mais competitivo e que apresenta necessidades cada vez mais crescentes, provocadas pelo aumento exponencial da população e pelos avanços dinâmicos da tecnologia. Entretanto, é preciso compreender que o atendimento às necessidades e a utilização das novas tecnologias sejam entendidas no conceito de um desenvolvimento sustentável. Entre as necessidades, Villar destaca a alimentação, habitação, mobilidade, transporte, educação, saúde, trabalho e segurança.

“Para se ter uma ideia do crescimento populacional mundial, no ano 1 AD a população mundial era de 300 mil pessoas, em 2011 era de 7 bilhões e a projeção é que em 2050 alcance 9,5 bilhões de habitantes. Isso gera outras demandas e um aumento das necessidades. Você precisa de mais produtos, que devem ser produzidos da forma mais barata possível”, observou.

Orlando acrescentou que os avanços tecnológicos vieram com o advento do computador, da internet, dos satélites, dos softwares, da indústria 4.0, das energias renováveis e da biotecnologia. As inovações tecnológicas benéficas ao meio ambiente são a tecnologia da informação, energia solar e eólica, biocombustíveis e tratamento da água.

Ele elencou, entre as cidades mais sustentáveis no mundo, Malmo, na Suécia, San Francisco e Portland, nos Estados Unidos, Freiburg, na Alemanha, Bahia de Caráquez, no Equador, além de Nova York, Londres e Paris. Também figuram entre as cidades mais sustentáveis no mundo Reykjavik, na Islândia, Vancouver, no Canadá, Melbourne e Sydney, na Austrália, Copenhague, na Dinamarca, e Curitiba, no Brasil.
Por fim, revelou que os indicadores de uma cidade sustentável são capital humano, coesão social, gestão pública, governança, mobilidade e Transporte, meio ambiente, planejamento urbano, tecnologia e conexões internacionais.



Fonte: Revista Espaço Ecológico



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