Cientistas alertam para extinção de espécies em massa - Mega Curioso

Uma nova pesquisa mostrou que a perda global de vertebrados que vivem na terra está numa crescente acelerada, o que indica que centenas de espécies estão sendo ameaçadas de extinção.  O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade de Stanford e publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences.

A pesquisa examinou 29.400 espécies de vertebrados terrestres e enumerou que 515 têm menos de 1 mil indivíduos restantes, o que as coloca em risco iminente de extinção para os próximos 20 anos. O resultado totaliza 1,7% dos animais analisados. As espécies se localizam em regiões como as Américas, Ásia e África.

Uma das principais espécies ameaçadas é o Rinoceronte de Sumatra. (Imagem ilustrativa: Pixabay)Uma das principais espécies ameaçadas é o Rinoceronte de Sumatra. (Imagem ilustrativa: Pixabay)

Outra descoberta importante foi que “extinção gera extinção”, ou seja, o desaparecimento de uma espécie provoca um efeito em outra. 84% das espécies com populações com menos de 5 mil animais dividem as mesmas áreas que populações menores de 1 mil indivíduos, o que causa uma reação em cadeia quando muitas delas entram em extinção.

Uma das conclusões do estudo é que a 6° extinção em massa da história do planeta está chegando. Esse evento é preocupante porque não se via uma aniquilação da vida animal tão grande desde a queda do asteroide que levou os dinossauros à extinção, há 65 milhões de anos. Os outros cinco grandes momentos de extinção foram causados por mudanças climáticas e geológicas, além de eventos astronômicos.

Catástrofe anunciada por ação humana

Desta vez, a razão para a extinção em massa é a ação humana. A análise concluiu que o risco de extinção é causado por ações como o crescimento populacional, poluição, comércio de animais selvagens, destruição de habitat e, claro, as mudanças climáticas.

“A conservação de espécies em perigo deveria ser elevada a uma emergência nacional e global para governos e instituições, igualmente à perturbação climática com a qual está ligada” disse o biólogo Paul Ehrlich, um dos autores do estudo.