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Cientistas britânicos testam medicamento que previne a infecção pelo coronavírus Sars-Cov-2

Compartilhe:     |  27 de dezembro de 2020

Cientistas do Reino Unido testam um medicamento que pode prevenir pacientes expostos ao coronavírus Sars-Cov-2 de desenvolver a doença Covid-19. O estudo, já na fase 3 de ensaios em humanos, avalia a eficácia do tratamento baseado na chamada terapia de anticorpos.

Nesse tipo de tratamento, o medicamento entrega anticorpos prontos para combater o vírus imediatamente, sem a necessidade de ensinar o sistema imunológico como produzi-los – que é o que faz, por exemplo, uma vacina.

Os anticorpos são proteínas que o corpo produz quando ocorre uma infecção. Elas se ligam a um vírus e ajudam o organismo a eliminá-lo.

Pesquisadores da University College London Hospitals (UCLH) e da AstraZeneca estimam que o tratamento possa impedir que os pacientes tenham complicações da doença por 12 meses desde que tomem o medicamento até, no máximo, oito dias após a exposição ao vírus.

“A vantagem desse medicamento é que te dá anticorpos imediatamente. As vacinas atuais não conferem imunidade antes de um mês”, disse a virologista da UCLH Catherine Houlihan, em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, na sexta-feira (25).

A farmacêutica pediu à agência regulatória dos Estados Unidos (FDA da sigla em inglês) para que os testes sejam ampliados também para o país norte-americano – onde há transmissão ativa da Covid-19.

A estimativa é que, com a aprovação dos testes, o tratamento esteja disponível entre março e abril para pacientes do grupo de risco.

Outros estudos

O processo avaliado pelos cientistas britânicos é reproduzido também em outros laboratórios internacionais e tem se mostrado eficaz em estudos pré-clínicos, ou seja, em testes de laboratório e em animais.

A médica Janet Woodcock, da FDA, disse que os medicamentos com anticorpos são “muito promissores”, em entrevista à agência Associated Press.

A farmacêutica Eli Lilly já começou a fabricar seu medicamento com anticorpos, apostando que os estudos em andamento darão resultados positivos. Outra empresa, a Regeneron Pharmaceuticals Inc., – conhecida por fazer um coquetel de anticorpos contra o Ebola – testa um para o coronavírus.

A droga da Regeneron usa dois anticorpos para aumentar suas chances de funcionar, mesmo se o vírus evoluir e conseguir escapar da ação de um deles, enquanto que a Lilly testa dois medicamentos diferentes que usam um mesmo anticorpo.

O que poderia dar errado?

  • Os anticorpos podem não atingir todos os locais do corpo onde precisam atuar, como no fundo dos pulmões. Todas as drogas de anticorpos devem seguir seu caminho através da corrente sanguínea para onde quer que sejam necessárias.
  • O vírus pode sofrer mutação capaz de evitar o anticorpo – razão pela qual o Regeneron está testando uma combinação de dois anticorpos que se liga ao vírus em locais diferentes para ajudar a prevenir sua fuga.
  • Os anticorpos podem não durar o suficiente. Se eles deixarem de existir dentro de um mês, pode funcionar para o tratamento, uma vez que a Covid-19 geralmente desaparece nesse período. Mas, para prevenção, pode não ser tão eficaz.


Fonte: Bem Estar



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