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Cientistas criam embalagem de pipoca para substituir isopor

Compartilhe:     |  18 de maio de 2021

Material é feito de subprodutos não comestíveis e pode ser compostado após o uso.

Produto de difícil reciclagem, o poliestireno expandido (EPS) ou isopor, como é popularmente conhecido, ganhou uma alternativa ecológica bastante inusitada. Cientistas da Universidade de Gottingen, na Alemanha, desenvolveram uma embalagem a partir de pipoca.

Há anos, o grupo Chemie und Verfahrenstechnik von Verbundwerkstoffen (Química e Engenharia de Processos de Materiais Compósitos) da Faculdade de Ciências Florestais e Ecologia Florestal da Universidade de Göttingen investiga processos de fabricação de produtos feitos de pipoca. A ideia é criar alternativas ecológicas ao poliestireno ou ao plástico e agora a equipe conseguiu desenvolver um novo processo em que formas moldadas tridimensionais podem ser produzidas a partir de pipoca “granulada”.

Entre os benefícios, o material granular vem de fontes biológicas renováveis, é reciclável e pode ser cultivado localmente. O produto desenvolvido pode ser útil, sobretudo, para a indústria de embalagens que é a maior compradora de produtos plásticos.

Foto: Carolin Pertsch

“Esse novo processo possibilita a produção de uma ampla gama de peças moldadas”, explica o chefe do grupo de pesquisa, o professor Alireza Kharazipour. “Isso é particularmente importante quando se considera a embalagem, pois garante que os produtos sejam transportados com segurança, o que minimiza o desperdício. E tudo isso foi conseguido com um material que será até biodegradável posteriormente”, completa.

Outra grande vantagem do material é possuir propriedades repelentes de água, o que alarga as possibilidades para aplicações futuras.

“Nossa embalagem de pipoca é uma ótima alternativa sustentável ao poliestireno, que é derivado do petróleo. A embalagem à base de plantas é feita de subprodutos não comestíveis da produção de flocos de milho e pode realmente ser compostada após o uso sem qualquer resíduo”, afirma Stefan Schult, Diretor Executivo da Nordgetreide, empresa que detém a licença para fazer uso comercial do produto.

Foto: Moira Burnett

Para os cientistas da instituição alemã, as embalagens do futuro devem ser sustentáveis e isso significa ser fabricada com recursos renováveis, ser robusta o suficiente para permitir a reutilização e ser fácil de reciclar no final de sua vida útil.

Antes deste projeto, os pesquisadores já haviam criado painéis feitos de aparas de madeira e grãos de milho expandidos, ou seja, de pipoca. Os possíveis usos de tais painéis incluem a fabricação de móveis, aplicação em automóveis e navios, além da criação de materiais isolantes.



Fonte: CicloVivo - Por Marcia Sousa



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