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Cientistas criam um modelo computacional para prever risco de doenças cardiovasculares

Compartilhe:     |  26 de março de 2015

Pesquisadores desenvolveram um modelo global para estimar o risco de doenças cardiovasculares. Com isso, o objetivo é auxiliar na prevenção individual, além de levantar estatísticas de países. Segundo um dos autores do modelo, Goodarz Danaei, professor de Saúde Global em Harvard, a ferramenta serviria tanto para profissionais tomarem decisões em relação a seus pacientes quanto a governos alocarem recursos para prevenção dessas doenças.

O projeto foi criado pela Universidade de Harvard, dos EUA, e pelo Imperial College London, do Reino Unido, e foi publicado na edição on-line desta quarta-feira, do “The Lancet Diabetes & Endocrinology”. Para desenvolver o modelo, que estará disponível até o final do ano (no site: http://www.globorisk.org), os pesquisadores analisaram informações de mais de 500 mil participantes em oito estudos de longo prazo, os quais incluíram dados sobre pressão arterial, colesterol, diabetes e fumo, além de gênero e idade. Esses mesmos indicadores serão usados no modelo para definir uma equação do risco para as doenças.

— Qualquer população que tem dados sobre doenças cardiovasculares poderia se beneficiar. Faremos predições para todas as populações — afirma Goodarz Danaei ao GLOBO, destacando que o modelo vem sendo desenvolvido há dois anos e que nos próximos meses o foco será em analisar o risco de todos os países. — Este modelo pode ser usado para monitorar o progresso na prevenção de doenças em indivíduos com alto risco em países em desenvolvimento.

FOCO EM PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

Os pesquisadores já usaram estes dados para gerar diagramas de risco das doenças num período de dez anos para 11 países em diferentes regiões do mundo. Os riscos mais baixos foram para Coreia do Sul, Espanha, Japão e Dinamarca e os mais altos, para República Tcheca, China e México.

No primeiro grupo de países, apenas de 5% a 10% dos homens e mulheres têm mais de 10% de risco de doenças cardiovasculares fatais. Mas na China, 33% dos homens e 28% da mulheres tinham um risco de mais de 10% de desenvolver essas doenças num período de dez anos. No México, a prevalência foi de 16% para homens e 11% para mulheres.

A partir da análise de dados, eles notaram que a população de países em desenvolvimento tinha maiores riscos relacionados a essas doenças. Entre as nações desenvolvidas, eles viram que os Estados Unidos tinham os maiores riscos se comparados a Inglaterra, Japão, Coreia do Sul, Dinamarca e Espanha.

O grupo de pesquisa também está trabalhando na previsão da combinação de riscos fatal e não fatal para as doenças cardiovasculares em todos os países. Esses resultados serão divulgados junto com o lançamento do site.



Fonte: O Globo



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