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Cientistas da NASA descobrem, até o momento, a galáxia mais luminosa do Universo

Compartilhe:     |  30 de Maio de 2015

Os cientistas da Nasa descobriram a galáxia mais brilhante conhecida no Universo, graças ao árduo trabalho realizado com o telescópio espacial Infrared Survey Explorer (WISE).

WISE tem ajudado os cientistas na compilação de imagens infravermelhas do cosmos desde 2009, e ao longo de sua missão, descobriu uma nova classe de objetos, tratando-se de galáxias infravermelhas extremamente luminosas, também conhecidas como ELIRGs. Estes são alguns dos sistemas mais luminosos do Universo.

Em um novo relatório publicado esta semana no The Astrophysical Journal, uma equipe internacional de astrônomos descreveu as 20 ELIRGs, incluindo uma mais brilhante do que qualquer outra encontrada antes. Chamada de WISE J224607.57-052635.0, esta galáxia deve ter um enorme buraco negro maciço em seu interior, sugere a equipe.

“Nós estamos observando uma fase muito intensa da evolução da galáxia”, disse o principal autor do relatório, Chao-Wei Tsai, em um comunicado de imprensa. “Esta luz pode ser um vislumbre do principal surto de crescimento do buraco negro da galáxia”.

Galáxias muitas vezes têm buracos negros supermassivos em seus núcleos. Eles carregam gás e matéria em um disco giratório em torno deles, aquecidos a milhões de graus, irradiando uma luz super brilhante de vários tipos. No entanto, esta luz é bloqueada pela poeira, que, em seguida, emite luz infravermelha ao ser aquecida. E é justamente isso que o radar infravermelho do WISE detectou.

O que ainda não está claro é por que os buracos negros que alimentam ELIRGs são tão grandes. Os pesquisadores descrevem três causas possíveis em seu relatório. Pode ser que os buracos negros sejam simplesmente maiores do que pensávamos ser possível desde o início, ou talvez esses buracos negros supermassivos foram se alimentando do gás mais rápido do que pensávamos ser teoricamente possível, dobrando ou até mesmo quebrando um princípio chamado de Limite de Eddington.

De acordo com esse limite, um buraco negro só pode devorar a matéria antes que a luz que é expulsa leve o “alimento” fora de alcance. Mas, se o limite for quebrado, um buraco negro poderia sair de seu controle. “Outra maneira de um buraco negro crescer tanto, é ele ter tido um frenesi constante, consumindo alimentos mais rápido do que normalmente pensávamos ser possível”, disse Tsai no comunicado de imprensa. “Isso pode acontecer se o buraco negro não estiver girando tão rápido”.

Ou, os buracos negros em ELIRGs poderiam estar consumindo mais matéria ao longo de um período maior de tempo. “É como ganhar um concurso de comer cachorro-quente que dura bilhões de anos”, explicou de forma didática o coautor do estudo, Andrew Blain.

A galáxia emite, incrivelmente, brilho equivalente a 300 trilhões de sóis!



Fonte: Jornal Ciência - Bruno Rizzato



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