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Cientistas da Universidade de Michigan criam pepita de ouro a partir de bactéria

Compartilhe:     |  13 de setembro de 2014
Uma das séries de maior sucesso da história recente de televisão, Breaking Bad, tinha como enredo um professor de química que usou seus conhecimentos científicos para produzir a droga metanfetamina e assim fazer sua mina de ouro, no sentido figurado,  para pagar seu tratamento médico contra um câncer no pulmão.
Cientistas da Universidade de Michigan também usaram o poder da química para criar ouro, nesse caso de verdade, mais precisamente de 24 quilates. Eles descobriram que a bactéria ‘Cupriavidus metallidurans’ tem a habilidade de resistir a uma quantidade considerável de toxicidade, durante um processo conhecido como alquimia microbiana, e isso irá ajudar os cientistas a transformar uma substância sem valor em um metal sólido e precioso.

A equipe foi liderada por Kazem Kashefi, professor-assistente de microbiologia e genética molecular que, trabalhando em parceria com Adam Brown, professor de arte eletrônica e intermídia, descobriu que a bactéria tolerante a metal pode crescer em concentrações maciças de cloreto de ouro – ou ouro líquido, um composto químico tóxico encontrado na natureza.

Brown e Kashefi alimentaram as bactérias com quantidades sem precedentes de cloreto de ouro e em  uma semana as bactérias transformaram as toxinas em uma pepita de ouro. “Isso é neo-alquimia. Cada peça, cada detalhe do projeto é um cruzamento entre microbiologia moderna e alquimia “, disse Brown. Contudo, os cientistas não estão ricos. Segundo eles, seria extremamente caro ajustar o processo em uma escala maior.



Fonte: Revista IstoÉ



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