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Cientistas defendem “Arca de Noé” de micróbios para proteger a saúde

Compartilhe:     |  6 de outubro de 2018

Não é incomum ver notícias sobre espécies de animais que estão entrando em extinção. Mas você sabia que os micróbios também correm o risco de desaparecerem no futuro?

É o que afirmam cientistas em um artigo publicado na revista Science. Segundo eles, o mundo vem enfrentando uma crise na saúde causada pelo aumento de distúrbios imunológicos. Isso ocorre graças ao desaparecimento de diversos micróbios que habitam nossos corpos e são benéficos ao ser humano.

Embora os estudos ainda não comprovem completamente a teoria, o motivo do sumiço seria o uso desenfreado de antibióticos, além de dietas baseadas em alimentos processados. Um sinal do problema é que, nas últimas décadas, o número de pessoas com doenças como diabetes, asma e alergias disparou.

Para preservar a vida microscópica, a equipe de especialistas sugere que seja criada uma espécie de “Arca de Noé” formada por germes coletados de pessoas que vivam em locais afastados (principalmente na América Latina e na África) e que ainda não tenham sido impactados pelas mudanças da sociedade moderna. Como justificativa, o artigo trouxe um estudo que mostrou que indivíduos que vivem em vilarejos remotos da Amazônia, por exemplo, teriam o dobro da quantidade de micróbios em relação a um cidadão norte-americano comum.

O modelo, chamado de “Svalbard Global Seed Vault”, funciona como um banco de armazenamento mundial que estaria preparado para sobreviver, inclusive, a um apocalipse (caso um apocalipse realmente aconteça…).

“Estamos enfrentando uma crescente crise global de saúde, que exige que nós capturemos e preservemos a diversidade do icrobioma humano enquanto ele ainda existir”, declarou a Dra. Maria Gloria Dominguez-Bello, da Universidade Rutgers, e uma das idealizadoras do artigo.

Segundo os pesquisadores, com isso, seria oossível prevenir doenças no futuro graças à reintrodução na sociedade dos micróbios coletados.

“Esses micróbios co-evoluíram com os humanos por centenas de milênios. Eles nos ajudam a digerir alimentos, fortalecer nosso sistema imunológico e nosproteger contra germes invasores”, disse a Dr. Dominguez-Bello. “Devemos às gerações futuras os micróbios que colonizaram nossos ancestrais por pelo menos 200 mil anos de evolução humana”, concluiu.



Fonte: Galileu



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