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Cientistas desenvolvem exame de sangue capaz de detectar câncer em 10 minutos

Compartilhe:     |  26 de fevereiro de 2019

Um simples exame de sangue desenvolvido por uma empresa americana de sequenciamento de DNA há sete anos pode ajudar a diagnosticar alguns tipos de câncer. O teste foi criado originalmente para detectar anormalidades genéticas em fetos durante a gravidez — como a síndrome de Down, por exemplo. Mas, quando o DNA aparecia como “anormal” nos testes, essa anomalia não era relacionada ao feto, e sim um câncer no corpo da mãe.

Embora esteja longe de ser a única abordagem para agilizar diagnósticos, esta tem a vantagem de ser minimamente invasiva. Além disso, diferentemente de outros biomarcadores sanguíneos, o DNA tumoral tem uma ligação direta com o tumor, e por isso pode ser muito específico na identificação do câncer. Desta forma, ele é uma ferramente promissora como forma de mapear e monitorar câncer em estágio avançado. É conhecido como uma espécie de “biópsia líquida”.

Chave para cura ou aumento de sobrevida

O diagnóstico precoce do câncer aumenta as chances de sobrevivência. A maioria dos tipos da doença só pode ser detectada depois que os sintomas aparecem.

A empresa Grail, responsável pelo exame de sangue, foi fundada no Vale do Silício, nos Estados Unidos, em 2016. A companhia tem como objetivo identificar variados tipos de câncer por meio do exame de sangue antes que os sintomas se manifestem. Os testes analisam o plasma livre de células para encontrar fragmentos do DNA tumoral circulante descartado pelas células cancerígenas.

A detecção precoce é um obstáculo mais difícil. No início, quando o tumor é pequeno, não há tanto DNA tumoral para detectar. As mulheres que a empresa identificou como tendo câncer estavam todas em estágio avançado, e não no estágio inicial.

Formação do câncer

O câncer começa essencialmente quando o DNA de uma célula normal sofre mutação ou é alterado. A partir desse ponto, a célula se multiplica com alta frequência, e forma-se uma massa ou tumor de células anormais. Uma parte das células invariavelmente morre e “derrama” material genético na corrente sanguínea, misturando-se com grandes quantidades de fragmentos de DNA provenientes da morte de células normais.



Fonte: Extra



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