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Pesquisadores estudam como estão os vulcões da Terra e se as erupções estão aumentando?

Compartilhe:     |  14 de julho de 2014

Morar perto de um vulcão, mesmo que inativo por milhares de anos, é sempre um risco, já que não faltam na história exemplos de erupções que pegaram uma população inteira de surpresa e tragaram pessoas e casas para debaixo de sua lava. Este ano, na erupção do vulcão (repita em voz alta) Eyjafjallajokull , na gelada ilha da Islândia, o assunto voltou a entrar em pauta. Afinal, o que a humanidade deve esperar dos vulcões nos próximos anos. Está havendo um crescimento na quantidade de erupções pelo mundo?

A resposta, segundo um cientista do Instituto Smithsoniano (projeto cultural e científico dos Estados Unidos), é “não”. Ele explica que o número de erupções, ao longo dos últimos 200 anos, se manteve estável. O que aumentou ao longo desse tempo foram os registros, já que hoje em dia qualquer acidente natural muito menor do que uma erupção vulcânica é repercutida através do mundo em questão de poucas horas. Antigamente, uma erupção em determinadas ilhotas da Polinésia, no meio do Oceano Pacífico, dificilmente chegava ao conhecimento de alguém nos continentes.

Segundo os cientistas que analisaram o histórico de erupções vulcânicas, a humanidade foi surpreendentemente negligente nesse quesito. Em períodos como as Guerras Mundiais, por exemplo, houve uma inexplicável queda nos registros de erupções, porque a humanidade estava concentrada em assuntos mais importantes. E estamos falando de século XX, quando a comunicação global deveria já ser suficiente, pelo menos, para que geólogos do mundo se informassem a respeito de cada localidade onde há vulcões.

Em outro extremo: quando há uma grande erupção, com muitas mortes em seu bojo e repercussão midiática mundial, o assunto ganha força por um tempo. Durante os meses subsequentes às erupções do Krakatoa (na Indonésia), em 1883, e do monte Pelée (na ilha de Martinica, colônia francesa, e não na cidade mineira de Três Corações, como você talvez tenha pensado), em 1902, pequenas erupções ganharam atenção pelo mundo, que não as observaria em outras épocas. Assim como a lava dessas grandes tragédias ia resfriando, esfriava a atenção da comunidade científica em relação às erupções.

Assim, não haveria nenhuma razão aparente para que o número real de erupções no planeta esteja aumentando ou diminuindo. As grandes mudanças nas placas tectônicas, como explicam os geólogos, acontecem ao longo de milhões de anos. Assim, os blocos de terra sobre a lava, em que todos nós habitamos, apresentam a mesma toada de movimentos desde muito antes do surgimento da humanidade. Um período de 200 anos, neste caso, seria um tempo insignificante para se fazer qualquer comparação.



Fonte: Msnbc / HypeScience



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