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Cientistas identificam e recriam anticorpos neutralizantes para Sars-CoV-2

Compartilhe:     |  9 de julho de 2020

Cientistas liderados pelo Centro Alemão para Pesquisa de Infecções analisaram como se desenvolvem anticorpos neutralizantes contra o Sars-CoV-2 no corpo hurmano. O estudo — publicado nesta terça-feira (7) no periódico científico Cell — avaliou o sistema imunológico de 12 pessoas que tiveram Covid-19 e se recuperaram.

A formação de anticorpos neutralizantes é importante para que nosso corpo possa combater agentes invasores (neste caso, o novo coronavírus). Tendo isso em vista, estudar como estas partículas se formam é interessante, pois pode levar ao desenvolvimento de tratamentos, por exemplo. “Nosso objetivo era entender melhor a resposta imunológica ao Sars-CoV-2 e identificar anticorpos altamente potentes que poderiam ser usados ​​para prevenir e tratar a Covid-19”, explicou Florian Klein, líder do estudo, em declaração à imprensa.

Segundo os cientistas, mais de 4 mil tipos de células presentes no organismo dos voluntários foram analisadas. Isso permitiu à equipe reconstituir 255 anticorpos em laboratório, dos quais 28 se mostraram capazes de neutralizar o novo coronavírus.

Além disso, com amostras de sangue coletadas antes da pandemia, os cientistas descobriram a existência de células do sistema imunológico muito semelhantes aos anticorpos neutralizantes do Sars-CoV-2. “Curiosamente, muitos anticorpos mostraram apenas um pequeno número de mutações”, afirmou Matthias Zehner, coautor da pesquisa. “Isso significa que apenas pequenas alterações foram necessárias para [os anticorpos] efetivamente reconhecerem e neutralizarem o vírus.”

De acordo com os pesquisadores, se funcionarem, os anticorpos desenvolvidos em laboratório poderão ser utilizados no tratamento para o novo coronavírus e até como medida profilática para evitar a Covid-19. “Esta forma de intervenção pode ser interessante para interromper surtos localizados e prevenir a progressão da doença em pessoas em risco”, disse Klein. Os cientistas esperam que os primeiros ensaios clínicos com o material sejam realizados até o fim de 2020.



Fonte: Revista Galileu



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