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Cientistas modificam células sanguíneas para torná-las resistentes ao HIV

Compartilhe:     |  13 de setembro de 2019

Pesquisadores chineses usaram a técnica de edição de genes conhecida como CRISPR para tentar bloquear o HIV, fabricando células sanguíneas resistentes à doença. Um experimento similar contra o vírus já tinha sido feito antes com animais, mas dessa vez os cientistas modificaram o método e garantem que ele foi seguro em um teste clínico com um voluntário.

Foram modificadas células-tronco sanguíneas e células progenitoras provenientes de um doador —  ambas são capazes de se diferenciar em diferentes tipos de tecido no organismo. Depois, elas foram transplantadas em um paciente de 27 anos de idade que tinha leucemia e e era portador do vírus HIV.

O fato do paciente ter câncer ajudou os pesquisadores, pois normalmente ele já passava por transplantes para tratar a leucemia. A diferença foi que a técnica CRISPR foi adicionada ao procedimento.

Meses depois o paciente parou de tomar seu coquetel de medicamentos contra o HIV para descobrir se havia sido curado. Entretanto, a carga de vírus no organismo voltou a subir —isso porque as células geneticamente modificadas para resistirem à doença substituíram apenas 5% das células de defesa.

Mesmo que a técnica CRISPR não tenha sido completamente eficaz para alcançar uma cura, como o voluntário não apresentou nenhum efeito colateral ao transplante, isso é uma grande conquista para os cientistas, que pretendem ter resultados superiores para chegar a um tratamento definitivo para o HIV.

“Isso é um passo importante em direção ao uso da edição de genes para tratar a doença”, afirmou Fyodor Urnov, biólogo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, à Revista Nature. “Por causa deste estudo, nós sabemos que podemos editar células que sobrevivem dentro de um paciente e que elas ficarão por lá.”



Fonte: Revista Galileu



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