Notícias

Cientistas promovem ações para proteger mico-leão-da-cara-preta

Compartilhe:     |  29 de março de 2019

Cientistas criaram o Projeto de Conservação do Mico-leão-da-cara-preta devido a um eminente risco de extinção. Com apenas 400 animais vivos, a espécie está classificada como “em perigo” na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente. A redução do habitat, destruído pelo desmatamento causado pela ação humana, é a principal ameaça aos micos.

O projeto criado pelos cientistas tem o objetivo de realizar ações para proteger a espécie com base no Plano de Ação Nacional (PAN), que contempla 13 espécies de primatas da Mata Atlântica que estão ameaçadas de extinção. As informações são da Revista Galileu.

Com previsão de duração de 18 meses, o projeto teve início em fevereiro deste ano. Três fases serão executadas, são elas: fazer a estimativa da ocupação atual do mico-leão-da-cara-preta, monitorar a ocupação em toda a área de distribuição; obter dados da espécie, saber como utilizam o local e qual é seu estado de preservação; apoiar a gestão do Parque Estadual do Lagamar de Cananéia (SP) e do Parque Nacional de Superagui (PR), locais importantes em que a maioria desses animais vivem.

O técnico em conservação da natureza da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) Rafael Sezerban, que integra o projeto, afirma que a espécie está ameaçada especialmente pela fragmentação do habitat, o que pode gerar dificuldades para a reprodução da população e problemas com a variabilidade genética dos animais.

“Essa espécie é endêmica da Mata Atlântica e só ocorre justamente entre o extremo sul de São Paulo e extremo norte do Paraná, somente em planícies e regiões litorâneas”, explica.

Ainda segundo Sezerban, ajudar a proteger o mico-leão-da-cara-preta é uma forma de preservar também outras espécies da região, além de funcionar como um indicador de qualidade do ambiente.

“Queremos que esse projeto se torne o símbolo de conservação. A proteção dessa espécie protege todo o ambiente e todos os animais que vivem lá”, diz.

O projeto conta com o apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e do Primate Action Fund, e auxílio de instituições parceiras, como a Fundação Florestal de São Paulo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a Plataforma Institucional Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz, o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPEC), a Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).



Fonte: Anda



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Primeiros socorros: o que fazer quando o seu pet precisa de ajuda

Leia Mais